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Governo pode elevar meta de exportações, diz MDIC

Notícias Gerais

04/07/2011


BRASÍLIA – O recorde de exportações no primeiro semestre do ano, com o total de embarques chegando a US$ 118,306 bilhões, pode levar a uma nova revisão da meta anual do governo para as vendas ao exterior em 2011. No início de maio, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, já havia elevado a meta original de US$ 228 bilhões para US$ 245 bilhões até dezembro.;
As exportações brasileiras apresentaram uma expansão de 31,6% este ano, na comparação com os seis primeiros meses de 2010. O ritmo de expansão supera com folga a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de um crescimento de 18% nas trocas comerciais globais este ano. “A tendência é que o Brasil ganhe espaço no comércio mundial”, avaliou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres. No ano passado, a participação do Brasil foi de 1,36%.
;Mas o crescimento surpreendente das exportações em 2011 se deve principalmente ao contínuo avanço das cotações dos preços das commodities no mercado internacional. Tanto que o ritmo de expansão das vendas de produtos básicos chegou a 44% até junho, bem acima dos aumentos registrados em bens intermediários e industrializados, de 29,7% e 19,1%, respectivamente.
;O carro-chefe dos embarques nacionais tem sido o minério de ferro, cujas vendas em valor no primeiro semestre superaram em 93% o desempenho obtido no mesmo período de 2010. No entanto, a quantidade vendida do produto só aumentou 4% nessa comparação, enquanto o preço da commodity aumentou 85%. O mesmo movimento ocorre com outros produtos importantes da pauta exportações, como petróleo, soja e café.
;”Não sabemos se o aumento dos preços das commodities é conjuntural ou se é estrutural, devido ao aumento da demanda. Seria ingênuo da minha parte afirmar que é apenas especulação”, afirmou o secretário-executivo do ministério, Alessandro Teixeira. “Com a expansão das exportações a esse ritmo, é possível que haja uma nova revisão na meta de exportações no próximo mês”, acrescentou.
;Teixeira destacou, porém, que além do forte aumento das vendas de básicos, as exportações brasileiras nos outros segmentos também estão acima da previsão do FMI. “O desempenho geral é acima da média mundial. Tivemos ganhos de eficiência e aumentamos o esforço de promoção comercial para inserir o Brasil de maneira mais forte”, completou.
;Com um superávit comercial de US$ 12,985 bilhões nos primeiros seis meses do ano, nem mesmo as importações recordes de US$ 105,3 bilhões no semestre incomodam Teixeira. O valor superou em 28,5% o registrado até junho do ano passado. “Aqui não é o Ministério das Exportações, mas sim do Comércio Exterior. As importações seguem em um ritmo bom”, afirmou o secretário-executivo, ressaltando que mais da metade das compras brasileiras no exterior são de matérias-primas, bens intermediários e bens de capital necessários à estrutura produtiva do País.
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O Estado de São Paulo


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