Governo peruano defende mineração sem danos ambientais
11/11/2011
Vários protestos em diferentes regiões do Peru em rejeição a projetos mineiros avivam hoje a polêmica em torno da pertinência dessa atividade econômica e de subsistência frente à proteção ambiental.
As autoridades locais coincidem na necessidade de que as empresas investidoras garantam as condições para evitar prejuízos à natureza e às populações ao redor.
O presidente Ollanta Humala sustentou ontem que a administração estará pendente de soluções que levem em conta a conservação ambiental.
Humala expôs que o investimento em mineração é necessário para o desenvolvimento, não só no departamento de Moquegua, mas em todo o país, porém sob certas condições.
Em Moquegua, localizado no sudoeste do país, os habitantes opõem-se ao investimento do projeto Quellaveco, por temores a danos na agricultura local.
O presidente expressou que este plano será viável na medida que não afete os recursos hídricos nem a agricultura.
A zona norte de Cajamarca foi palco de manifestações diante da suposta contaminação das reservas de água que seria gerado pelo investimento para a extração aurífera e cuprífera, em detrimento de 32 povos.
Meios locais, no entanto, assinalam que o projeto Conga nesse departamento, a cargo da mineradora Yanacocha, uma das maiores produtoras de ouro da América Latina, e outras empresas associadas, dão emprego a mais de 6.800 pessoas.
Além disso, calculam que representará entre 800 milhões e um bilhão de dólares em benefícios e canon mineiro (rendimentos para a região) ao longo de sua vida útil.
A Sociedade Nacional de Mineração, Petróleo e Energia respaldou a preocupação do Estado peruano e a recente desativação de 130 dragas de extração informal na selva.
Este agrupamento considera que com esta medida se neutralizam, também, outros delitos gerados por esta atividade, como o contrabando, tráfico de pessoas, lavagem de capitais e uma rota de saída para o narcotráfico.
Prensa Latina