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Governo busca projetos que agreguem tecnologia

Notícias Gerais

19/05/2011


O Governo quer atrair projetos que possam agregar valor a toda cadeia produtiva em ações de vários segmentos para as empresas brasileiras se beneficiarem de tecnologia chinesa. “Eles têm investido muito em pesquisa nessa área e em alta tecnologia também”, disse Eduardo Celino, coordenador geral da Rede Nacional de Informações sobre Investimento (Renai), do Mdic. “Nós queremos fomentar parcerias (joint ventures) com empresas brasileiras”.
Segundo ele, em razão de sua característica de forte participação do estado na economia, o governo chinês também é mais sensível à interlocução e aos acordos com governos com os quais está desenvolvendo relações econômicas. O governo brasileiro, ciente disso, busca colocar essas questões nos fóruns de discussão que têm sido realizados-eventos como a visita da presidente Dilma Rousseff no mês passado à China e do ministro do comércio chinês, Chen Deming, desde sexta-feira, ao Brasil.
“A primeira iniciativa é no campo diplomático e a segunda é a apresentação de projetos específicos buscando parcerias”.
Há, por exemplo, um grande mercado nacional de lítio, concentrado nos estados de Minas Gerais e Ceará, que ainda é pouco explorado e estruturado. A ideia do Governo é atrair investimentos principalmente voltados à fabricação de baterias para eletrônicos e para o carro híbrido elétrico.
Nesse último caso, a bateria é um componente bastante representativo e isso será estratégico para desenvolver esse mercado tanto no País quanto em qualquer lugar do mundo. “Não queremos investimentos apenas na extração, mas também no beneficiamento, transformação e fabricação de baterias”.
Diferentemente da China, o Brasil vai tentar direcionar os investimentos por meio da apresentação de projetos de interesse nacional nessas negociações. Celino lembra que o governo chinês tem um catálogo de atividades para investimentos estrangeiros que estabelece três classificações: os setores em que é permitido às empresas de outros países atuar livremente; aqueles em que só podem atuar por meio de parcerias com companhias locais; e ainda os setores nos quais a entrada do capital estrangeiro é terminantemente proibida. “No Brasil não há esse catálogo, nosso sistema é mais específico e limita a participação estrangeira apenas em alguns setores, como aviação e mídia”.
No entanto, afirma, os investimentos chineses e de outras nacionalidades são bem-vindos. “Um aspecto importante com relação à economia brasileira é que há real necessidade de atrair recursos externos para fazer frente aos diversos projetos”.
No caso do minério, exemplifica, há uma parceria do Mdic com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), que é quem confere os direitos de exploração para as jazidas. “Está claro que não queremos empresas que venham apenas para exploração mineral, mas que venham participar da cadeia produtiva”, diz.

Protec


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