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Goldman Sachs vê alta de 14% para minério no 2º tri e recomenda Vale

Notícias Gerais

11/01/2011


O Goldman Sachs avaliou em relatório nesta segunda-feira que as ações da mineradora Vale ainda têm potencial de valorização mesmo após terem subido 46% desde maio do ano passado, contra alta de 21% da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no mesmo período.
Diante de maior demanda e problemas de oferta em alguns países, como Índia e Austrália, o banco projeta alta de 14% para o minério de ferro no segundo trimestre.
Segundo o relatório, os papéis da empresa não acompanharam a forte valorização do minério de ferro, que para o banco vai permanecer com preço alto em torno dos US$ 156 e US$ 140 por tonelada contra uma previsão anterior do próprio banco de US$ 146 e US$ 124 a tonelada, sustentados por um fraco acréscimo de oferta e problemas climáticos.
“Esperamos uma oferta apertada no primeiro semestre de 2011, sustentada principalmente pela continuidade da proibição de exportações de minério de ferro de Karnataka (India), clima ruim no Brasil e na Austrália e a demanda sazonal chinesa”, explicou o banco em seu relatório.
Para o Goldman, se os preços do minério de ferro em janeiro e fevereiro ficarem no patamar de dezembro, o segundo trimestre de 2011 deverá ter um aumento de 14% em relação ao primeiro trimestre, levando a commodity a um preço recorde.
“Reiteramos a nossa avaliação da compra no Vale, que permanece como a principal da lista de recursos naturais na América Latina”, afirmou o banco.
O preço alvo para os próximos 12 meses indicam alta de 17% no valor das ações da companhia, para US$ 47 para as ações ordinárias e US$ 42 para as preferencias, contra uma estimativa anterior do Goldman de US$ 40 e US$ 36, respectivamente; e uma alta dos American Depositary Receipts para US$ 57,5, ante US$ 53,4.

UOL Notícias


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