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Gestão responsável da água exige práticas ecoeficientes

Notícias Gerais

22/03/2013


Há 21 anos, no dia 22 de março de 1992, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou a Declaração Mundial dos Direitos da Água. Foi oficializado, então, o primeiro Dia da Água, data criada para estimular a reflexão e a discussão sobre esse frágil recurso natural.
Mas, apesar de abundante e de ser necessária para a vida, apenas 0,3% dela está presente em forma doce e renovável. Além disso, sua disponibilidade é distribuída de maneira irregular pelo planeta e, muitas vezes, incompatível com a demanda das grandes concentrações urbanas.
Motivos não faltaram para a iniciativa da ONU. O crescente aumento da população, aliado ao hábito de vida consumista e à má gestão dos recursos naturais, levam a perspectivas preocupantes.
“As pessoas confundem o fato de a água ser renovável com o de ser inesgotável. Precisamos entender que a água doce é um recurso finito. Cerca de 80 países no mundo já vivem em regime de escassez”, alerta o professor de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Francisco Barbosa.
Consumo per capita. Para se ter uma ideia, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, cada brasileiro consome cerca de 150 litros de água por dia. Já para o resto do mundo, a Organização Não Governamental (ONG) WWF aponta um consumo de 140 a 200 litros por dia para o europeu, de 200 a 250 litros para um norte-americano, enquanto em algumas regiões da África há somente 15 litros de água disponíveis para cada pessoa.
A responsabilidade pela gestão das águas no país é oficialmente do Estado e, consequentemente, de seus cidadãos. Nesse caso, o uso consciente dos recursos hídricos é uma atitude que exige atenção imediata e diz respeito a todos.
Tanto no cotidiano das pessoas quanto em grandes empresas, sair da zona de conforto para aplicar medidas práticas que trazem resultados positivos para a natureza são iniciativas que valem para a vida toda e devem ser aplicadas de forma contínua, com perspectivas de médio a longo prazos.
Sem preguiça. Na casa da professora Maria das Graças Gomes, toda a família é incentivada a refletir sobre o consumo consciente. Ela conta que os cuidados vão desde a busca por produtos orgânicos até em pequenas atitudes inseridas no dia a dia, como economizar no consumo de água, tomando banhos não demorados e fechando a torneira enquanto se escova os dentes. Na casa de Graça, a água do banho é aquecida pelo sistema de energia solar. Para aproveitar os primeiros jatos frios, ela deixa um balde no box, recolhe essa água e a aproveita para regar o jardim e a horta.
Ela diz que o papel do consumidor na busca pela sustentabilidade é fundamental e cada um deve fazer a sua parte. “Temos que cobrar das empresas e do governo uma relação melhor com a natureza, mas, individualmente, também temos responsabilidades. Não tenho dificuldades em alterar minha rotina para contribuir com um planeta mais limpo. Faço questão de dar minha contribuição na preservação do meio ambiente”, ressalta Graça.
No caso da pousada do Garimpo, em Diamantina, na região do Alto Jequitinhonha, a gestão voltada para a sustentabilidade vem sendo realizada com sucesso. A empresa, por exemplo, faz o reaproveitamento de água da chuva em um reservatório com capacidade para 15 mil litros, e aproveita para cultivar hortaliças orgânicas, que são utilizadas no restaurante do próprio hotel.

O Tempo


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