Gerdau venderá parte das unidades em Minas Gerais
09/03/2012
O presidente do conselho de administração da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, confirmou que
a empresa venderá parte de seus ativos em Minas Gerais para não afetar a capacidade de investimentos da empresa.
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Ele disse que há vários interessados, nacionais e estrangeiros, mas não quis citar nenhum. As declarações foram feitas após palestra na Fundação Getúlio Vargas (FGV), ontem, no Rio de Janeiro. “Queremos potencializar o ativo, sem que isso prejudique nossos investimentos. A decisão da venda já foi tomada pela área técnica. Tem gente de todo lugar interessado”, afirmou Gerdau. Procurada pela reportagem, a empresa afirmou que não comentaria as declarações do presidente do conselho, nem informaria que unidades em Minas Gerais poderiam ser vendidas.
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A Gerdau possui três usinas siderúrgicas no Estado, em Ouro Branco, Barão de Cocais e Divinópolis, e três unidades de corte e dobra de aço em Contagem, Uberlândia e Juiz de Fora. Além disso, opera na extração de minério de ferro e na produção de ferro gusa sólido.
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O empresário também confirmou que a companhia investirá para aumentar em 25% a produção de aços especiais para a indústria automotiva nos Estados Unidos, que atualmente é de 1,5 milhão de toneladas por ano. O plano de investimento da empresa para 2012-2016, apresentado em fevereiro, prevê ampliações das capacidades de produção de aço e laminados em Calvert City, no Estado do Kentucky, e Midlothian, na Virgínia.
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“O setor privado norte-americano retomou um nível de atividade interessante e vamos aumentar nossa capacidade, que já está em 100%, para atender à demanda da indústria automobilística”, explicou.
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O empresário afirmou que a que a aceleração da redução dos juros pelo Banco Central é importante, mas não é suficiente. “O dinheiro no Brasil ainda é um dos mais caros do mundo. O governo tem tomado medidas no sentido de reduzir esse custo, mas é um processo que precisa ser gradual, para não desestabilizar o mercado financeiro”.
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EMPREGO
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A participação das mulheres cresceu em setores tipicamente masculinos, como a mineração e mercado imobiliário. A unidade de negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American, por exemplo, conta com 36% de trabalhadoras, superando a meta mundial de empregabilidade
de mão de obra feminina da empresa para 2012, que é de 25%.
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“O que mais importa é a qualidade do profissional, não a questão de gênero”, frisa a hidrogeóloga Ana Katiuscia Souza, 36, que coordena uma equipe de sete homens. A empresária Mírian Dayrell, sócia da imobiliária que leva o seu nome, atua há 18 anos em uma área marcada pela predominância dos homens. “Isso está mudando, mas no segmento de construção civil, ainda há mais engenheiros. Nas obras, há poucas mulheres. No mercado imobiliário, a situação já é melhor”, diz.
Jornal O Tempo