Gerdau investe para tomar mercado da CSN e Usiminas
28/06/2010
A Gerdau está investindo pesado para entrar num mercado até hoje dominado pelas gigantes Usiminas e CSN, que é a produção de aços planos, voltada para as indústrias automotiva, naval, linha branca e construção civil. A empresa acaba de adquirir dois laminadores da austríaca Siemens-Vai, no valor de R$ 460 milhões, para unidade da Gerdau-Açominas, em Ouro Branco.
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Além de gerar 700 empregos diretos, o investimento marca a retomada efetiva de um projeto de R$ 1,75 bilhão engavetado no início de 2009 por conta da crise financeira mundial. O anúncio do negócio será feito em breve pelo diretor-presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, segundo uma fonte da empresa.
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No final de 2009, Johannpeter já havia anunciado a intenção de retomar o projeto, e que enviaria cartas-convite com as especificações técnicas do equipamento para potenciais fornecedores. A companhia optou pela Siemens-Vai e pela compra de dois laminadores – um deles steckel, para produzir bobina a quente, e o outro de chapas grossas. A produção será de 1,9 milhão de toneladas anuais a partir de 2012.
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Atualmente, a Gerdau fabrica o material em suas subsidiárias nos Estados Unidos e importa para o Brasil. A intenção, com o novo produto, é atender à demanda crescente por aço nos setores de petróleo, indústria naval, construção civil e de equipamentos pesados, puxada pelos investimentos em infraestrutura para a Copa de 2014, das Olimpíadas de 2016 e das descobertas do petróleo na camada pré-sal.
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O analista de siderurgia e mineração da Link Investimentos, Leonardo Alves, explica que a entrada de mais um fabricante no segmento de aços planos deve reduzir a pressão sobre os preços da matéria prima no longo prazo. Para o consumidor final, se os preços não caírem, pelo menos tendem a ficar estáveis.
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O momento atual é de muita demanda para pouco produto, levando as indústrias que dependem do aço a travar uma queda de braço com as siderúrgicas, que pretendem aumentar os preços pela segunda vez no ano.
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O governo ameaçou zerar as alíquotas de importação para elevar a oferta, mas recuou diante do compromisso das companhias de segurarem os reajustes. “Mesmo assim, o mercado espera um aumento de 5% no terceiro trimestre”, disse Leonardo Alves.
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O Tempo