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Geotecnologia vai movimentar R$ 1 bilhão

Notícias Gerais

17/07/2008


da redação
Uma pesquisa sobre o mercado nacional de geotecnologia (funcionalidades como o localizador GPS) divulgada ontem mostrou que o mercado de geotecnologia brasileiro cresceu 10% entre 2006 e 2007 e possui uma expectativa de alcançar um incremento de 20% a 25% em 2008, chegando a R$ 619 milhões. Esses números englobam apenas os segmentos de dados, softwares e serviços.

Para José Danghesi, show manager do Geosummit Latin America (9º Congresso e Feira Internacional de Geoinformação) e da Expo GPS (1° Feira e Congresso Latino-Americano de Localização e Rastreamento), que acontece em São Paulo, `o setor de geotecnologia, que inclui desde o fabricante até os prestadores de se rviços e os desenvolvedores da tecnologia, deve movimentar mais de R$ 1 bilhão este ano`.

Segundo o estudo, apresentado durante o evento, o mercado brasileiro de geotecnologia é extremamente promissor e tende a crescer ainda mais, uma vez que os investimentos do segmento geoespacial na evolução das tecnologias e o desenvolvimento da internet e as funcionalidades GIS (Sistemas de Informação Geográfica) na web 2.0 potencializam o número de aplicações e usuários, provedores e consumidores da informação geográfica.

Há ainda uma demanda corporativa por dados e informações detalhados e atuais, em interface com o mercado de TI, para planejamento, soluções e desempenho das empresas e órgãos dos segmentos de óleo e gás, mineração, agricultura, educação, telecomunicações, meio ambiente, finanças, governo, utilities e serviços.

De acordo com Iara Félix, coordenadora da pesquisa, o principal desafio do mercado de geotecnologia é a velocidade de tráfego de dados e informações na internet.

Gilberto Câmara, diretor-executivo do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), também presente ao encontro com os jornalistas, acrescentou ainda a falta de estruturação nacional dos dados geoespaciais na lista.

Em relação ao setor de rastreamento e monitoramento, Cyro Buonavoglia, Presidente da GRISTEC (Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Riscos e Tecnologias de Monitoramento e Rastreamento), afirma que hoje existem cerca de 100 empresas, que representam 95% do mercado.

Mais de 200 mil veículos de transporte de carga – 15% da frota nacional de caminhões – possuem sistema de rastreamento, enquanto o número de veículos de passeio rastreados ultrapassa 1 milhão.
Jornal do Commercio Brasil – RJ – 17/07/2008


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