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Fusões e aquisições na siderurgia devem aumentar em 2011, afirma Price

Notícias Gerais

26/02/2010


Em 2009, aconteceram 521 negócios, que movimentaram US$ 15,1 bilhões, contra 397 negócios no ano anterior
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Os valores movimentados pelas fusões e aquisições no mercado global de siderurgia foram afetados pela crise financeira em 2009 e devem retomar a partir do último trimestre deste ano, voltando a um bom ritmo a partir de 2011.
Em 2009, aconteceram 521 negócios, que movimentaram US$ 15,1 bilhões, contra 397 negócios no ano anterior, que significaram US$ 60,6 bilhões. O levantamento consta da pesquisa “Metals Deals – forging ahead 2009 annual review”, divulgada hoje pela PricewaterhouseCoopers.
Ela mostra que as operações de empresas para fora de seu país de origem representaram 25% do número total de fusões e aquisições no ano passado, contra 38% em 2008. Em termos de valor, essa fatia passou de 62% do total em 2008 para 29% no ano passado.
“Os produtores não estão confiantes sobre preços e volumes das matérias-primas. Os preços do aço vão aumentar, a questão é quando. Talvez no quarto trimestre deste ano ou em 2011 e aí vamos voltar ao ciclo normal de fusões e aquisições”, frisou Jim Forbes, líder global do setor de metais da Price.
O executivo chamou a atenção ainda para a grande desconcentração existente no setor de siderurgia. Segundo ele, ainda há espaço para consolidação em um setor com a presença cada vez mais marcante de empresas com atuação em diversos países.
Forbes chamou a atenção para a atuação das empresas chinesas, que estão cada vez mais atentas a oportunidades envolvendo fornecedores de matérias-primas.
Entre os dez maiores negócios do ano passado, Forbes destacou as operações da Hunan Hualing adquirindo participações na Fortescue Metals, da Austrália, movimentando US$ 816 milhões.
Entre as regiões que poderão ter empresas como alvo de aquisições, Forbes destacou sul da África, América do Norte e Rússia. “A Índia poderia ser um alvo, mas tem muito pouca infraestrutura e é difícil tirar esse minério para exportar”, explicou Forbes.

Época Negócios


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