?FT?: minério de ferro, o negócio da Vale, é ?rei das commodities?
17/02/2011
Javier Blast, respeitado jornalista do ?Financial Times?, escreveu em sua coluna nesta quarta-feira, 16, que o minério de ferro se tornou ?o rei das commodities? e a brasileira Vale confirmará essa aferição.
?A Vale, do Brasil, maior produtora de minério de ferro do mundo e segunda maior mineradora em valor de mercado, confirmará essa tendência quando reportar seus resultados dia 24 de fevereiro?, afirmou a coluna.
Para chegar a essa conclusão, a de que o minério de ferro é o rei das commodities, o jornalista se baseou tanto em dados públicos como em informações que correm a boca pequena.
Os dados públicos:
– A BHP Billiton, maior mineradora em valor de mercado, teve um ganho de US$ 15 bilhões no segundo semestre do ano passado (o valor se refere o lucro sem considerar o que depois seria gasto com impostos e pagamento de juros). Desse valor, US$ 5,8 bilhõs vieram do minério de ferro (cerca de 40%).
– Na Rio Tinto, terceira maior mineradora em valor de mercado, o minério de ferro correspondeu a 60% do lucro (antes de impostos, juros e amortizações).
– Há um ano, a Vale e essas duas mineradoras vendiam o produto à China por US$ 61 a tonelada, em contrato anual. Hoje, o preço à vista, usado para negociar o contrato anual, está acima de US$ 185.
Os dados não oficiais:
– Negociadores e executivos da indústria acreditam que o preço à vista ultrapasse os US$ 200 em breve.
– ?Muitos executivos com quem eu conversei esperam que o preço médio em 2011 seja maior do que o de 2010?, afirmou Blast.
Mas o colunista faz uma ressalva: os custos também estão aumenta para as mineradoras. Com isso, mesmo com um aumento do preço do produto, os lucros podem ser atingidos.
O minério de ferro tem um peso significativo na balança comercial brasileira. Em janeiro, entraram no País US$ 2,5 bilhões com a exportação dessa mercadoria, segundo dados preliminares do Ministério do Desenvolvimento. Isso quer dizer que um único produto ? o minério de ferro, correspondeu a 16% de tudo o que o Brasil exportou em janeiro (um total de US$ 15 bilhões).
O Estado de São Paulo