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FMI corta projeção de crescimento dos EUA

Notícias Gerais

04/07/2012


Revisão do prognóstico levou em consideração os riscos de deterioração da retomada econômica em função das incertezas sobre o plano orçamentário doméstico e da crise na Zona do Euro.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou nesta terça-feira (3/7) a perspectiva de crescimento dos Estados Unidos, considerando elevados os riscos de deterioração da retomada econômica em função da crise na Zona do Euro e das incertezas sobre os planos fiscais domésticos.
O órgão prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA tenha expansão de 2% em 2012 e de 2,3% em 2013. As estimativas anteriores, divulgadas em abril, eram de 2,1% e de 2,4%, respecitvamente.
“O crescimento permanecerá modesto nos próximos dois anos, limitado pela redução do consumo, contenção do orçamento fiscal e fraca demanda global”, apontou o FMI.
Além disso, o FMI ponderou que “é crucial remover as incertezas criadas pelo `abismo fiscal` assim como elevar prontamente o teto da dívida, buscando um ritmo de redução de déficit que não enfraqueça a recuperação econômica”.
A expectativa é de que os Estados Unidos alcancem um limite estatutário de sua dívida de US$ 16,4 trilhões em algum momento entre as eleições presidenciais em novembro e o final do ano. Se o Congresso não conseguir elevá-lo, levará a um default dos EUA.
Quanto ao mercado de trabalho, o Fundo estima que a taxa de desemprego encerre 2012 em 8,2% – mesmo patamar verificado em maio. Para 2013, a previsão é de melhora, com a taxa passando para 7,9%.
A inflação também deve arrefecer, com o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) a 2,2% neste ano e 1,7% em 2013.

Brasil Econômico


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