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FGV rebate críticas ao peso do minério de ferro no IPA

Notícias Gerais

15/06/2010


A Fundação Getulio Vargas (FGV) rebateu os questionamentos levantadas sobre a metodologia de cálculo do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) e o consequente o impacto da alta nos preços do minério de ferro sobre o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).
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No primeiro decêndio de junho, o IGP-M subiu 2,21%, inflado pela alta de 75,25% do minério de ferro dentro do IPA. Já o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de maio avançou 1,57%, com base na subida de 75,19% do minério de ferro no IPA. O movimento gerou críticas ao peso dado pela FGV ao minério de ferro, uma vez que mais de 80% da produção brasileira é exportada.
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Em nota, a FGV ressaltou que o impacto da variação de qualquer produto no IPA resulta da combinação do percentual de elevação ou redução do item com o seu peso no índice. No caso do minério de ferro, a atual estrutura de ponderações, em vigor desde abril, dá ao produto um peso de 2,5876% do IPA. As ponderações são atualizadas a cada dois anos.
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“A multiplicação deste fator pelo percentual de reajuste é a medida do impacto do aumento de preço do minério de ferro sobre o IPA-M”, diz a nota divulgada pela FGV.
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A fundação explicou ainda que o IPA registra as variações médias dos preços recebidos pelos produtores domésticos na venda dos seus produtos e que a ponderação é feita com base nas Contas Nacionais e nas pesquisas anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a produção da agropecuária e da indústria.
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“O peso do minério de ferro, à semelhança dos demais produtos industriais, é calculado com base na média trienal do valor das vendas do produto”, acrescenta a FGV, lembrando que a escolha desse critério de ponderação obedece a recomendações internacionais e, por focalizarem a esfera da produção, os pesos não distinguem a destinação dos produtos, se absorvidos domesticamente ou exportados.

O Globo


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