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Fazenda teme impacto do reajuste do preço do minério

Notícias Gerais

25/04/2010


O ministério da Fazenda prevê que o reajuste no preço do minério de ferro deverá impactar os preços do aço e influenciar os preços dos demais produtos, com impacto imediato na inflação. Por outro lado, no entanto, o ministério espera uma redução substancial no índice de inflação do grupo de alimentos com o fim das chuvas do país. A avaliação faz parte do documento “Economia Brasileira em Perspectiva” do mês de março, divulgado hoje no site do ministério da Fazenda. “A indústria do aço deve sofrer o impacto dos reajustes e repassá-lo para os preços com impacto imediato na inflação, que já está pressionada por choques sazonais no primeiro trimestre de 2010”, diz o documento.
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Segundo a avaliação feita pela Fazenda, o reajuste dos preços do minério de ferro será entre 90% e 114% depois das negociações realizadas pelas principais mineradoras do mundo, inclusive a Vale, com seus compradores. O documento afirma, no entanto, que esse movimento ajudará na melhoria das contas externas brasileiras, com o aumento do superávit da balança comercial. “As perspectivas para o minério de ferro são de um mercado fortemente aquecido interna e externamente.”
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Quanto à inflação do grupo de alimentos, o ministério destaca que, por causa das chuvas, o grupo manteve alta no mês de março, mas o movimento deve ser reduzido com o fim das chuvas no país. Apesar da alta em março, destaca, o IPCA desacelerou seu ritmo de alta consideravelmente. O ministério destaca que as projeções de mercado mostram variação de inflação de 4,7% até abril de 2011 no acumulado em 12 meses. O documento destaca também que a queda no índice IGP-M no primeiro decêndio de abril é um bom sinal para os próximos meses de 2010.
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O documento lembra que o primeiro trimestre de 2010 foi impactado por pressões inflacionárias em função de reajustes no setor de educação, açúcar e álcool, tarifas públicas e alimentos in natura. Apesar das expectativas de mercado, o ministério da Fazenda espera, segundo o documento, que o IPCA deste ano fique próximo ao centro da meta de inflação de 4,5%. Apesar disso, afirma que a taxa real de juros apresenta “tendência de alta”, depois de atingir, em 2009, o menor patamar da década, sinalizando que na economia brasileira é possível conciliar taxa de juros com inflação sob controle.
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O ministério da Fazenda estima ainda que as taxas de juros para as empresas devem parar de cair depois de terem atingido 25,9% ao ano em fevereiro. Estima ainda um crescimento médio de 20% nas concessões de crédito, o que pode elevar o estoque de crédito a um recorde de 49% do PIB. Além disso, o ministério acredita que, com a expectativa de continuidade na recuperação da economia, o crédito deve ser puxado novamente pelos financiamentos direcionados, que incluem o dinheiro do BNDES, da área rural e da habitação.
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O documento ainda reafirma a estimativa da equipe econômica de um crescimento do PIB para 2010 de 5,5%, além da expansão dos investimentos, que devem atingir 18% do PIB este ano. O ministério da Fazenda acredita que o BNDES deve financiar investimentos na indústria, no valor de R$ 500 bilhões nos próximos quatro anos. O documento também afirma que o déficit nominal zero será realidade a partir de 2012, considerando o atual superávit primário de 3,3% do PIB e o compromisso com o crescimento sustentado do país.

Agência Estado


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