EXPOSIBRAM 2026 debate o papel das pessoas na transição energética da mineração
27/08/2026
Painel realizado no terceiro dia da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração destacou diversidade, qualificação profissional e inovação como pilares para preparar o setor mineral às transformações tecnológicas e para a economia de baixo carbono

A transição energética coloca a mineração no centro da economia de baixo carbono, mas o avanço tecnológico está condicionado a um fator decisivo, que é a preparação das pessoas. Essa perspectiva foi abordada durante a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2026), no terceiro dia do evento, na palestra “As pessoas na transição energética da mineração – muito além da tecnologia”, que reuniu a diretora de Comunicação da Women in Mining Brasil, Karen Gatti; a professora titular (Full Professor) da Universidade de Brasília, Adalene Moreira Silva; a fundadora da WIM América Central e presidente de Operações da CTA, Ana Gabriela Juárez; a gerente de Tecnologia de RH da Vale, Fabiana Nery; o CEO da consultoria Mais Diversidade, João Yosef Torres; e a advogada especialista em Desenvolvimento Econômico no Grupo Banco Mundial, Natália Mazoni.
A discussão evidenciou as barreiras culturais e organizacionais que ainda restringem a participação feminina na mineração, bem como a insuficiência de mecanismos de apoio ao longo da trajetória profissional. Os participantes também ressaltaram que a baixa presença de mulheres representa uma perda de potencial para o setor e limita sua capacidade de incorporar diferentes perspectivas e competências. Karen Gatti sintetizou esse desafio ao afirmar que “a gente tá deixando metade da população mundial à margem dessas oportunidades”.
Fabiana Nery destacou, por sua vez, a importância de competências como adaptabilidade, colaboração, resiliência e pensamento crítico diante das transformações provocadas pela evolução tecnológica. A executiva também chamou atenção para a segurança psicológica como elemento essencial à retenção de talentos e à construção de ambientes de trabalho mais inclusivos. “Não adianta nada a gente ter programas para atrair, se a gente não consegue reter. E, para reter, a gente tem que ter segurança psicológica”, afirmou.
Ao abordar o backlash, termo utilizado para definir uma reação contrária ou um movimento de resistência diante de avanços sociais e institucionais, às políticas de diversidade e inclusão, João Yosef Torres ressaltou que esse fenômeno não representa o fim dessas iniciativas, mas uma resposta às transformações promovidas nos ambientes corporativos e na sociedade. Segundo ele, cabe às empresas incorporar o tema à estratégia corporativa e aos resultados do negócio, deixando de tratá-lo como uma agenda paralela. “O segredo da mudança é: como que eu deixo de tratar diversidade e inclusão como uma pauta paralela e como que eu uso diversidade e inclusão como um meio, uma alavanca de negócio”, afirmou.
A necessidade de estreitar a relação entre pesquisa acadêmica e indústria também esteve entre os pontos discutidos. Adalene Moreira Silva ressaltou a importância de demonstrar ao setor produtivo o valor gerado pelo conhecimento desenvolvido nas universidades e sua aplicação prática. “A gente tem que conseguir mostrar para a indústria que aquilo que a gente gera da academia, em sua interface, realmente é muito valoroso”, destacou.
Ana Gabriela Juárez apresentou ainda um panorama sobre a participação feminina na mineração em diferentes países, observando que os índices gerais podem ocultar uma presença reduzida de mulheres em áreas técnicas e operacionais. Para ela, ampliar essa participação exige o comprometimento das lideranças, além de políticas voltadas à retenção e ao desenvolvimento profissional. “Temos que pensar no curto, médio e longo prazo”, defendeu.
No encerramento, os participantes convergiram na avaliação de que diversidade, qualificação e preparação das pessoas são elementos indissociáveis do avanço da transição energética na mineração. Fabiana Nery sintetizou essa perspectiva ao afirmar que “não existe transição energética sem pessoas”, enquanto João Yosef Torres reforçou que “não existe futuro do trabalho sem diversidade e inclusão”. O debate também evidenciou a necessidade de remover barreiras estruturais e ampliar a articulação entre empresas, universidades e governos para a formação e o desenvolvimento de talentos capazes de responder aos desafios do setor.
Patrocínios e apoios da EXPOSIBRAM 2026
A EXPOSIBRAM 2026 conta com o patrocínio de importantes empresas e instituições dos setores mineral, industrial e de tecnologia. Na categoria Master, o evento tem como patrocinadora a BHP e a Vale. Na categoria Diamante, participam Aeolus e Ero Copper. Entre os patrocinadores Platina estão Anglo American Brasil, BVP, CMOC Brasil Mineração, Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (CODEMGE), Compañía Electro Metalúrgica S.A., Huawei do Brasil, Loctite, Lundin Mining, Norsk Hydro e Taboca. Na categoria Ouro, figuram AngloGold Ashanti, Kinross Brasil e Nexa Resources. Entre os patrocinadores Prata, estão ArcelorMittal Brasil, Geosol e Mineração Usiminas. Na categoria Bronze, apoiam o evento Accenture, Alcoa, Appian Capital Brazil (Atlantic Nickel), Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Del Rey Minerals, Dinâmica, DXC Technology, Hatch, Hexagon Mining, Mosaic Fertilizantes, Pirobras, Samarco e St George Brasil.
A EXPOSIBRAM 2026 também conta com amplo apoio institucional de entidades como Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), ABIAPE, Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), ABIMAQ, ABIMEX, ABM (Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração), Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACE Energia), Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (ABRATE), Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral (ABREMI), Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Agência para o Desenvolvimento da Indústria Mineral Brasileira (ADIMB), Amcham Brasil, Agência Nacional de Mineração (ANM), APEMI, CAEMG, Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação Brasileira de Geólogos (FEBRAGEO), Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), International Geosynthetic Society (IGS), Movimento pela Inovação na Mineração e Desenvolvimento (MINDE), Mining Hub Brasil (Mining Hub), OAB SP (Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo), Organismo Latino-Americano de Mineração (OLAMI), RMMG, Sociedade Brasileira de Geofísica (SBGf), Serviço Geológico do Brasil (SGB), SGB Núcleo Bahia-Sergipe, Sindicato das Indústrias Minerárias do Estado do Pará (SIMINERAL), Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado de Minas Gerais (SINAEES-MG), Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (SINDIEXTRA), Sindicato da Indústria de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Estado do Espírito Santo (SINDIROCHAS) e Women in Mining Brasil (WIM Brasil).
No apoio editorial, participam veículos especializados como 2A+ Mineração, BNews, Brasil Mineral, Cidades e Minerais, CKS Online, Climatempo, Conexão Mineral, EAE Máquinas, In The Mine, Minera Minas, Mineração & Sustentabilidade, Minérios & Minerales, Notícias de Mineração Brasil, Podcast da Mineração, Por Dentro de Minas, Radar Mineração, Revista Amazônia, Revista Areia & Brita, Revista M&T, Revista Novo Solo e The Mining.
Serviço:
EXPOSIBRAM 2026
Data: 24 a 27 de agosto de 2026
Local: EXPOMINAS – Belo Horizonte – MG
Mais informações em https://exposibram2026.ibram.org.br/