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EXPOSIBRAM 2013 e Congresso de Mineração debatem a Indústria Mineral Brasileira

Notícias Gerais

23/09/2013


Em sua 15ª edição, a EXPOSIBRAM, evento que reúne a Exposição Internacional de Mineração e o Congresso Brasileiro de Mineração, movimenta, mais uma vez, toda a indústria mineral brasileira. São esperados este ano mais de 50 mil visitantes. No Congresso, os participantes poderão conferir palestras de mais de 70 nomes da indústria mineral, de 12 diferentes países. Expositores nacionais e internacionais de países como Austrália, Alemanha, Chile, China e Estados Unidos, unidos às grandes mineradoras nacionais, mostrarão aos participantes o que há de mais moderno no setor.
O Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM ? www.ibram.org.br), José Fernando Coura, acredita que a edição de 2013 será a consolidação da cidade de Belo Horizonte (MG), como a ?capital brasileira da indústria mineral?. Diante deste cenário, a EXPOSIBRAM 2013 pretende aproximar executivos da mineração de fornecedores e parceiros comerciais. ?É também uma boa oportunidade para empresários, técnicos e interessados no setor atualizarem seus conhecimentos?, acrescenta.
?Eu posso dizer, sem sombra de dúvida, que essa EXPOSIBRAM deixa sementes para negócios futuros que na ordem de 500 milhões de reais. Além disso, gera frutos, perspectivas, e contatos?, completa.
Panorama do setor mineral
A EXPOSIBRAM 2013 tem em vista as previsões de ampliação de investimentos no setor: estima-se que até 2016, as mineradoras aplicarão mais de US$ 75 bilhões no País, em novos projetos e na expansão de seus empreendimentos. Deste montante, aproximadamente 35% irá para Minas Gerais. Outro Estado que vem recebendo cada vez mais investimentos é o Pará (cerca de 24%). Grande parte desse montante será destinada à produção de minério de ferro, seguida pela de potássio, alumínio e níquel.
Dados do IBRAM estimam que, apenas em 2013 serão produzidas 415 milhões de toneladas de minério de ferro. O mineral corresponde a 63,3% da Produção Mineral Brasileira, estimada pelo IBRAM em 2012 em US$ 51 bilhões, ou seja, são US$ 32,4 bilhões. A demanda por minério de ferro é crescente e estável ? dentro e fora do Brasil. Ascensão das classes médias e urbanização serão sempre fatores de demanda para bens minerais, em especial o minério de ferro. O principal comprador é a China.
O crescimento é visível também nos demais minerais, especialmente em relação ao cobre, níquel e ouro, muito usados na indústria de tecnologia, hospitalar, joalherias, eletroeletrônicos e também automóveis. Manganês e alumínio também passam por bom momento. No entanto, devido à queda no preço das commodities, o valor estimado de faturamento do Brasil para o ano de 2013 será de 48 bilhões de dólares. Para 2014, a expectativa estará entre 48 e 50 bilhões de dólares, já que o mercado sinaliza a recuperação dos preços.
Dados referentes à geração de emprego são surpreendentes: de acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o setor mineral emprega, atualmente, 192 mil pessoas de forma direta. Como o fator multiplicador do setor é de 1 para 13, o Brasil possui, cerca de 2,5 milhões de empregados envolvidos diretamente na atividade mineral.
Mesmo em um momento que sinaliza a recuperação econômica dos mercados, o cenário atual é considerado delicado, segundo José Fernando Coura. ?Estamos em um momento de demanda reduzida e de queda de preços. Esta é a hora de, internamente, revermos métodos, otimizar operações, reduzir custos, melhorar a recuperação dos processos e investir em equipamentos. Nesse contexto, a EXPOSIBRAM e o Congresso Brasileiro de Mineração cumprirão, sem dúvida, o papel de otimizar também os profissionais?, acredita.
?O Brasil tem um grande potencial, cultura mineral e excelentes escolas formadoras de profissionais. Este é um ano de ajustes: nossos concorrentes são países de primeiro mundo, com baixa carga tributária, com infraestrutura completa, com cenários de economia estabilizada. Precisamos otimizar nossas operações para mantermos a competitividade de nosso minério?, completa.
Outra questão que deve ser considerada ao analisarmos o cenário atual é o custo de produção no Brasil, o chamado Custo-Brasil incidente para qualquer empresário no país, seja da mineração ou não. Além dos custos tributários, trabalhistas, energia e logística, há também o alto custo do licenciamento ambiental. O licenciamento, criado para promover a qualidade ambiental e o bem estar da sociedade, acabou se tornando um processo cartorial moroso e burocrático.

IBRAM ? Profissionais do Texto


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