Exportações de MT aumentam 373% em 6 anos, diz secretário
17/02/2010
Em entrevista ao Programa do Antero, o secretário estadual de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, fez um balanço de sua gestão frente à pasta. Segundo Nadaf, de 2003 a 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso cresceu 80% e as exportações bateram recordes crescendo 373% no período de 2003 a 2009.
?O governo do estado trouxe uma mudança no processo de desenvolvimento econômico no estado de Mato Grosso. A secretaria envolve todo o processo de industrialização, comercialização, área de energia, área de mineração do estado. Nesses últimos sete anos, nós tivemos uma grande transformação no processo econômico do estado?, relatou o secretário.
De acordo com Nadaf, o PIB de Mato Grosso que era de R$ 22 bilhões passou para R$ 49 bilhões em 2009. ?Tudo isso transformado com o processo de industrialização da economia do estado, a melhoria da qualidade produtiva, a melhoria da produção industrial, a melhoria do nível empresarial. Enfrentamos algumas crises econômicas nesse período, mas o mais importante é que vamos fechar com o crescimento econômico?.
O secretário ainda informa que Mato Grosso mostrou nos últimos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o melhor desempenho brasileiro de crescimento econômico dos últimos anos. ?O nosso processo de industrialização, exportação, a mineração também são destaques nacionais?.
Mineração
Pedro Nadaf destaca ainda a evolução de Mato Grosso no setor da mineração. Conforme o secretário, Mato Grosso estava em 11º lugar no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) na solicitação de requerimentos. Hoje o estado ocupa a 5ª posição, almejando a 4ª.
?Isso representa que em 2002, por exemplo, nós tínhamos uma produção mineral de cerca de 150 quilos de ouro oficial. No ano de 2008 foram 6 toneladas de ouro oficial. Saímos de uma quantidade de diamante industrial de 120 quilates para quase 2 mil quilates?, lembrou o secretário que informou que Mato Grosso é o primeiro produtor brasileiro de diamante industrial.
Questionado se ainda existe muita sonegação nessa área de mineração, o secretário disse que não, pois esses produtos são praticamente isentos de tributação. ?O que há muitas vezes é uma venda direta desse produto?.
Uma triagem foi realizada pelo estado para saber em quais locais há a incidência de minérios. Foi realizado um geoprocessamento aéreo e agora a secretária se prepara para fazer o geoprocessamento terrestre.
?Hoje temos o mapa da mina. Sabemos dizer onde há incidência de ouro, diamante, manganês. Estamos fazendo uma segunda etapa para buscar o fosfato, que é o fósforo, que vai ser muito importante para a produção agrícola. Nós já estamos com evidências e perfurações em vários sítios com análise da possibilidade de termos o fosfato?.
Energia
Mato Grosso hoje é exportador também de energia. Com estas exportações o estado consegue cobrir a deficiência energética que o Brasil possui.
;?Nós temos a garantia de energia para o fornecimento do estado. Hoje nosso sistema todo é interligado. No sistema nacional de energia, você coloca na rede e um operador de energia, no Rio de Janeiro, com um botão ele sabe de onde tira e para onde manda energia?.
O fornecimento de gás
Questionado até quando Mato Grosso viveria o corte de fornecimento de gás pela vizinha Bolívia, o secretário disse acreditar que o problema se resolverá antes do fim do governo Blairo Maggi.
De acordo com Nadaf, os problemas enfrentados pelo estado são vários. Um deles é a mudança política de governo da Bolívia. O governo que era alinhado com o modelo americano passou a ser nacionalista, o que dificultou o fornecimento.
?Outro fator é que a Bolívia canalizou a sua venda de gás, quer dizer, eles não têm gás suficiente para atender uma demanda de consumo, eles vendem a grande maioria do seu gás para a Argentina, ao invés de para o Brasil. Então a Bolívia deu preferência à Argentina, por um preço 10 vezes maior do que ela vendia e colocou uma cota limite na negociação da nacionalização da Petrobrás para o Brasil?.
O governo de Mato Grosso é o distribuidor de gás veicular. O governo também é o responsável pela distribuição para o consumo de energia industrial. O estado possui a concessão de distribuição.;
?Então temos um contrato com a estatal boliviana por 10 anos. Conseguimos isso no ano passado, após uma longa negociação?.
Segundo o secretário neste contrato ficou firmado que o preço cobrado pelo gás deve ser o mesmo da bolsa internacional. Nadaf afirma que não houve aumento do preço por conta disso e sim uma redução. ?Baixamos os preços nas bombas de combustível em R$ 0,20 no preço do metro cúbico de gás em Cuiabá, Rondonópolis e Várzea Grande?.
O problema é que a empresa Gás Ocidente, que faz o transporte do gás da Bolívia até Cuiabá, está desativando sua atividade no estado e Mato Grosso ficará sem o transporte do gás. Para resolver esse problema, o estado pedirá ajuda à Petrobrás.
?Pedimos a Petrobrás que interviesse, ou para ser parceira dessa empresa, ou para que compre ações dessa empresa ou para fornecer o gás para esta empresa. Isso porque a Petrobrás tem gás para que essa termoelétrica entre em operação?.
Exportações
De 2003 a 2009 houve um crescimento de 373% nas exportações do estado. Mato Grosso hoje esporta para 160 países os mais variados produtos. Entre eles todos os derivados da soja, todos os derivados do milho, o algodão de várias formas, móveis, carne bovina, suína, de frango, de peixe. Também há a exportação de minério, couro e outros produtos que gradativamente vem ganhando espaço no processo.
?Para se ter uma ideia, exportamos até água. Mandamos água para a Bolívia. Mato Grosso está ocupando espaço nos mercados asiático, europeu e africano?.;
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