Exportações aceleram na 3ª semana de setembro
22/09/2010
Brasília – As exportações de US$ 4,944 bilhões na terceira semana de setembro, com média diária de US$ 988,8 milhões, foram 21,3% superiores à média das duas semanas anteriores do mês. De acordo com informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), houve aumento nessa comparação de 45,8% nas vendas de produtos intermediários, principalmente de ferro e aço, ferro-ligas, açúcar em bruto, celulose e ouro semimanufaturado.
No período, as vendas de bens básicos aumentaram 30,6%, com destaque para minério de ferro, soja em grão, farelo de soja, café em bruto e fumo em folhas. Já os embarques de manufaturados cresceram apenas 4,9%, por conta de açúcar refinado, automóveis e peças, e máquinas para terraplenagem.
O desempenho diário das exportações nas três primeiras semanas do mês, US$ 887,3 milhões, superou em 34,4% a média de setembro do ano passado, com 56,3% de incremento nas vendas de básicos, como milho e café em grãos, minério de ferro, petróleo e carnes de frango, bovina e suína.
Na mesma comparação, o crescimento dos embarques de bens intermediários foi de 44,5%, com destaque para ouro semimanufaturado, açúcar em bruto, óleo de soja, celulose, ferro-ligas e produtos de ferro e aço. Já as vendas de manufaturados cresceram apenas 13,3% frente à média de setembro de 2009, principalmente por conta de suco de laranja, veículos de carga, açúcar refinado, automóveis e peças, óxidos e hidróxidos de alumínio, óleos combustíveis e polímeros plásticos.
Pelo lado das importações, que somaram US$ 4,419 bilhões na terceira semana de setembro, houve crescimento de 14,4% em relação à média diária das duas semanas anteriores, motivado pelo aumento dos gastos com equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, automóveis e peças, siderúrgicos e químicos orgânicos e inorgânicos.
No acumulado do mês, a média diária de importações já supera em 37% o desempenho de setembro do ano passado, com destaque para os aumentos nas compras de siderúrgicos (134,0%), cobre e obras (93,4%), borracha e obras (80,1%), equipamentos mecânicos (56,9%), combustíveis e lubrificantes (40,9%), farmacêuticos (35,9), automóveis e peças (33,8%) e eletroeletrônicos (+32,3%).
Agência Estado