Exploração de petróleo e minas alavanca crescimento do país
19/06/2010
A Colômbia vive um pequeno boom petroleiro e mineiro que puxará o crescimento do país nos próximos anos.
Não são volumes comparáveis aos do Brasil ou da Venezuela, mas são resultado de uma exploração adiada por anos por conta do conflito armado interno, que fazia escalar custos e riscos do negócios, somada à demanda de China e Índia.
A expectativa é que a Colômbia ultrapasse neste ano, pela primeira vez na história, a marca de 1 milhão de barris de petróleo exportados.
Segundo o Banco da República, o equivalente ao Banco Central na Colômbia, nos primeiros quatro meses de 2010, 82,6% do investimento direto veio ao país para ser aplicado em mineração e hidrocarbonetos (US$ 2,6 bilhões).
Além da Petrobras, empresas brasileiras como Gerdau e Votorantim já estão no setor mineiro colombiano desde o início da década. O mercado local espera negociações de financiamento para a ampliação no país da MPX, braço de energia do grupo do bilionário Eike Batista.
Em comunicado em março, a MPX disse ter identificado potencial para explorar 1,74 bilhão de toneladas de carvão mineral em suas áreas no país, e o projeto inclui a construção de um porto próprio.
O governo Uribe promoveu abertura no setor, mas o fluxo de recursos deixará ao governo seguinte a tarefa de reformar as leis de royalties.
Juan Manuel Santos e seu assessor econômico Juan Carlos Echeverry, cotado para ocupar a Fazenda, já mencionaram que desejam mudanças na legislação.
Echeverry confia na maior arrecadação do setor para vencer o deficit público, que deve fechar o ano em 4,5% do PIB colombiano.
A presença brasileira é forte também na área de infraestrutura, um dos gargalos colombianos. Consórcio do qual faz parte a brasileira Odebrecht venceu no final de 2009 a mais importante licitação do setor: o trecho dois, de 528 km, da chamada Rota do Sol, com investimento estimado em US$ 1 bilhão.
Folha De São Paulo