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Excelência na gestão faz competitividade crescer

Notícias Gerais

12/03/2012


Pesquisa de mercado, planejamento estratégico, investimento em produtos e uma infinidade de denominações corporativas que visam turbinar produção, vendas, conquistar aprovação do consumidor e melhorar os lucros. É importante, mas se o sistema de gestão é ineficiente, toda essa estratégia pode ir por água abaixo. As empresas goianas, assim como no restante do País, têm buscado investir e aperfeiçoar a administração do negócio visando o aumento da competitividade.
Segundo o assessor de relações com o mercado do Serviço Social da Indústria (Sesi) em Goiás, Bruno Godinho, há pouco tempo, a gran­de maioria das empresas goianas era familiar. A administração era feita sem nenhum conhecimento estratégico. ?Essa cultura tem mudado no Estado e hoje é crescente o número de empresas que adotam algum programa para melhorar a gestão?, diz ele.
As vantagens são evidentes e a empresa que se propõe a mudar alguns aspectos na gestão tem como ganhos uma série de fatores como melhora nos resultados e aumento da produtividade. De acordo com Godinho, 98% das empresas goianas que já participaram de algum programa de qualificação, seja na gestão ou do trabalhador, acreditam que tais investimentos representaram elevação da qualidade de vida do trabalhador e melhoraram a competitividade da empresa.
A gestora de Recursos Humanos da Di Paula Indústria e Comércio, Leidiane Damasceno, responsável pelo programa da qualidade da empresa, conta que os investi­mentos em mecanismos que buscam a melhora dos processos de gestão interferem diretamente nos resultados do negócio. ?Os resultados melhoraram muito desde que a empresa passou a destinar parte de seu faturamento a programas de qualidade da administração e do profissional?, diz ela. A empresa investe atualmente entre 7% e 8% do faturamento, em diversos programas de gestão.
Uma pesquisa realizada pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) mostra que 99% das empresas brasileiras acreditam que investir na melhoria da gestão contribui para o aumento da competitividade da organização. A maioria delas (68%) já destina até 5% de seu faturamento a programas de aprimoramento da adminis­tra­- ção. Outros 11% aplicam até 10% do faturamento e 13% investem mais de 10%.
SetoresSegundo a pesquisa, os resultados que concernem aos setores que movem a economia goiana e que mais buscam meios para tornar a gestão mais eficiente são: a indústria química, sendo que 43% delas têm algum programa relacionado, tecnologia (37%), serviços (28%), mineração (21%), alimentos e bebidas (20%), construção (13%), transporte (11%), comércio (10%), e, por último, a agricultura (6%).
Segundo o superintendente-geral da FNQ, Jairo Martins, o setor de serviços foi o 6º mais lembrado pelos entrevistados como o segmento que mais investe em gestão. O setor de comércio ficou em 16º e agricultura em 19º. A pesquisa consultou 309 empresas no País e, por questões de sigilo, ele não informa quantas ou quais empresas goianas foram consultadas. As maiores preocupações das empresas quanto aos resultados esperados são a melhora de resultados, relacionamento com cli­ente e gestão de pessoas.
Martins lembra ainda que os resultados da pesquisa vêm confirmar que, pouco a pouco, têm aumentado nas organizações a preocupação em disseminar internamente a cultura da boa gestão. Ambientes altamente competitivos, pressão para redução de custos, questões socioambientais, o crescimento da economia, a mitigação dos efeitos da crise financeira mundial e o surgimento de novas oportunidades de negócios são fatores que têm desafiado empresas de diversos segmentos e regiões a buscar a excelência da gestão. ;
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O HOJE


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