EUA revelam ricas reservas de cobre e lítio no Afeganistão
15/06/2010
O Afeganistão possui quase um trilhão de dólares em reservas minerais ainda inexploradas, segundo um estudo de geólogos americanos, que incluem reservas de lítio tão importantes quanto as da Bolívia – entretanto, não se sabe se o devastado país, corroído pela corrupção, poderá gerir esta riqueza.
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Estas informações foram reveladas em janeiro pelo presidente afegão Hamid Karzai, mas só agora foram confirmadas pelos geólogos americanos que encontraram essas reservas em 2004, segundo o jornal New York Times.
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Segundo o jornal americano, a descoberta foi feita através de mapas geológicos dos anos 1980 elaborados por soviéticos e escondidos por geólogos afegãos durante a Guerra Civil (1992-1996) e o regime dos talibãs (1996-2001).
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Estas reservas, que incluem ferro, ouro, nióbio e cobalto, seriam suficientes para fazer deste país devastado pela guerra um dos primeiros exportadores mundiais de minérios.
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Só as reservas de lítio do Afeganistão seriam comparáveis às da Bolívia, país que tem as maiores reservas deste minério que é componente indispensável das baterias recarregáveis, usadas por celulares e computadores.
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O Afeganistão poderá virar a “Arábia Saudita do lítio”, segundo uma nota interna do Pentágono citada pelo jornal.
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“Os recursos naturais do Afeganistão terão um papel determinante no desenvolvimento econômico do país”, declarou à AFP Jawad Omar, porta-voz do ministério afegão de Minas e Indústria.
Da mesma forma, as reservas de ferro e de cobre poderão fazer do Afeganistão – um dos países mais pobre do mundo – um dos principais exportadores mundiais desse minério.
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“Há um potencial sensacional”, declarou ao New York Times o general David Petraeus, chefe do Estado-maior das forças armadas americana.
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A descoberta foi feita por uma pequena equipe de geólogos e dirigentes do Pentágono que utilizaram os mapas e os dados coletados pelos especialistas durante a ocupação desse país pela URSS nos anos 1980.
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Os geólogos afegãos esconderam os mapas para protegê-los depois da retirada da URSS e eles permaneceram ocultos até a queda dos talibãs em 2001.
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“Tínhamos os mapas, mas não foram explorados porque tivemos de 30 a 35 anos de guerra”, explicou Ahmad Hujabre, engenheiro afegão que trabalhou no ministério de Minas nos anos 1970.
O Afeganistão poderá, no entanto, encontrar problemas para exportar esses minérios pela escassa rede de suas infraestruturas. Só uma rota importante une o Norte e o Sul do país e nela quase diariamente explodem minas de fabricação caseira.
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“Duvido que o país seja capaz de gerir adequadamente estes recursos e ou utilizar estas riquezas para construir um Afeganistão mais pacífico e mais próspero”, afirmou Janan Mosazai, um analista político.
AFP