Estoque chinês elevado pressiona preço do cobre
14/10/2011
Os preços internacionais das commodities metálicas recuaram na sessão de ontem. Os temores com relação ao problema da dívida europeia foram somados aos dados sobre os grandes estoques de cobre na China, aprofundando o clima já negativo nos mercados financeiros.
Na Bolsa de Metais de Londres (LME), o cobre disponível para três meses encerrou o pregão com recuo de 1,21%, aos US$ 7.348,00 por tonelada métrica. O alumínio também perdeu 1,36% no pregão, fechando aos US$ 2.209,50. O níquel, por sua vez, apresentou queda de 3,10%, aos US$ 18.460,00.
Os investidores receberam mal a notícia de que os estoques de cobre na China ficaram acima do esperado no ano passado. A Associação da Indústria de Metais Não Ferrosos da China estima que os estoques chineses de cobre alcançaram 1,9 milhão de toneladas métricas no fim de 2010, enquanto muitos analistas esperavam um patamar próximo das 1,25 milhões de toneladas métricas
O nível de estoque revelado ontem corresponde a três meses de consumo do cobre na China. Os dados levantaram dúvidas com relação às perspectivas para o consumo no país.
O estanho – cujo recuo já soma 22,95% no acumulado do mês – apresentou alta de 0,22%, fechando aos U$$ 22.500,00 a tonelada métrica. Ontem, o maior produtor global do metal em vendas, a PT Timah, anunciou que vai manter as exportações do estanho suspensas até que a cotação da commodity se estabilize acima do patamar dos US$ 25 mil a tonelada métrica. O maior produtor do metal é a Indonésia, que vende substancialmente para os fabricantes de eletrônicos chineses.
Valor Econômico