Estatal russa investe US$ 1 bilhão para autossuficiência em terras-raras
17/09/2013
Rússia investirá US$ 1 bilhão na produção de terras-raras até 2018. A intenção do país é se tornar menos dependente da China, que controla mais de 90% do fornecimento global dos elementos de terras-raras usados nos setores de defesa, telecomunicações e energias renováveis.
A Rússia investirá US$ 1 bilhão na produção de terras-raras até 2018, com a intenção de se tornar menos dependente da China, que controla mais de 90% do fornecimento global dos elementos de terras-raras usados em setores considerados estratégicos, como defesa, telecomunicações e energias renováveis.
Os EUA, a Japão e a União Europeia reclamaram à Organização Mundial do Comércio sobre os esforços da China para controlar o setor, dizendo que a China está tentando usar o seu estrangulamento no fornecimento para elevar os preços e ganhar vantagens competitivas.
A Rostec, conglomerado estatal russo de indústria e defesa, e o grupo IST, uma companhia de investimento pertencente ao magnata russo Alexander Nesis, concordaram num investimento de US$ 1 bilhão para a produção de terras raras até 2018, disseram as empresas numa declaração na quinta-feira (5).
A Rostec pretende suprir a demanda russa para essas matérias-primas até 2017, declarou a corporação.
?O presidente [Vladimir Putin] e o governo estabeleceram a tarefa de expandir a produção de terras-raras enquanto estoques russos estão quase esgotados,? disse uma fonte da Rostec, na quinta-feira.
?Os estoques precisam ser reabastecidos enquanto o produtor principal, a China, aumentou bastante os preços?, completou a fonte
TriArkMining, uma joint venture entre Rostec e IST, adquiriu o direito de comprar 82.653 toneladas de concentrado de monazita, estocado em armazéns da estatal Uralmonatsit em Sverdlovsk, na região dos Urals.
A joint venture planeja extrair cerca de 40.000 toneladas de terras-raras do concentrado de monazita estocado no armazém ao curso dos sete ou oito anos, a partir de 2015, disseram as companhias.
O estoque é rico em terras-raras pesadas, como disprósio e térbio, crucial para os ímãs de alta potência necessários pelos automóveis, defesa e indústrias de energia sustentável.
Terras-raras pesadas são mais escassas que cério e outras terras-raras leves, fazendo elas mais caras.
A Rússia consome cerca de 1.500 toneladas de terras-raras por ano e a demanda anual é esperada para alcançar 6.000 toneladas até 2020, segundo a Rostec.
A companhia, que tem oito firmas produzindo uma vasta gama de produtos de defesa, enxerga as terras-raras como matéria-prima estratégica.
A China vai limitar a produção de terras-raras em 93.800 toneladas para 2013, como parte dos esforços para controlar a produção ilegal no setor, foi dito na semana passada.
A Rússia responde por apenas 2% da produção mundial de terras-raras. Sem novos projetos, sua fatia na produção mundial cairia abaixo de 1,5% nos próximos anos?, disse Sergei Chemezov, CEO da Rostec, em declaração.
?Além disso, a indústria de alta tecnologia da Rússia será protegida contra flutuações no mercado global de terras-raras?, disse Chemezov.
O grupo IST administrará o parceiro na joint venture, usando sua experiência em engenharia industrial e construção de processamento mineral e plantas hidrometalúrgicas.
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