Estado pode suspender incentivos da Dow
04/04/2012
Anunciada na última segunda-feira, a decisão da Dow Química de fechar a fábrica de Tolueno Diisocianato (TDI), em Camaçari, pode trazer perdas para as outras duas fábricas da Dow na Bahia.; O governo do estado estuda a suspensão por 90 dias dos incentivos concedidos à indústria dos Estados Unidos, determinados pelo programa Desenvolve.
Procurada, a assessoria da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração negou que já exista uma decisão tomada, mas não descartou que o tema seja deliberado na próxima reunião do Conselho do Desenvolve, programado para o próximo dia 10.; Nos bastidores, o titular da SICM, James Correia, não escondeu o descontentamento com o fechamento da fábrica, que resultou na perda de 123 postos de trabalho.
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O secretário argumentou que o Estado negociou o quanto pôde para evitar a medida. Criado em 2002, o Programa de Desenvolvimento Industrial e de Integração Econômica do Estado da Bahia (Desenvolve) visa fomentar o crescimento industrial e agroindustrial, com estímulos como descontos e facilidades no pagamento do ICMS.
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O programa foi utilizado na atração de projetos como a fábrica e centro de distribuição de O Boticário e a planta da JAC Motors. ;Analistas do mercado ouvidos pela Tribuna avaliam que o impacto econômico do fechamento da unidade da Dow em Camaçari será sentido, mas terá alcance reduzido.
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O entendimento é de que a unidade – em funcionamento desde 1979 – não tinha uma produção significativa e com preços ?proibitivos?, podendo ser substituída por outra parceira do exterior tanto pela Braskem (que fornecia matéria-prima para a produção de poliol e tolueno e diisocionato (TDI) da Dow) como para a TWE, que utiliza estes dois produtos na fabricação de esponjas para assentos, entre eles os bancos dos carros da Ford.;?Claro que o fechamento de uma empresa é sempre uma perda para a economia, a geração de tributos e aos trabalhadores, mas é uma coisa de mercado?, opinou um analista; ouvido pela TB.
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O fim da unidade de TDI foi anunciado anteontem pela The Dow Chemical Company, sob alegação de que estudos de riscos apontaram pela necessidade de investimentos altos na unidade para torná-la competitiva, porém o retorno desta ampliação não seria lucrativo, além de ser o projeto incompatível com as metas de meio ambiente, saúde e segurança definidas pela companhia. ;Para o entrevistado, em razão do custo Brasil, a melhor opção para a TWE é passar a; importar o poliol e o TDI. ?Como ela fornece para a Ford, pode fazer um draw-back e não pagar imposto de importação?, lembrou.
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O mecanismo citado concede isenção à importação de artigos a serem reaproveitados na elaboração de produtos destinados à exportação, como é o caso. A Braskem, a seu ver, também não terá dificuldades para recolocar no exterior a produção destinada até agora à fábrica da Dow.
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?Não digo que já era esperado (o fechamento da fábrica), mas toda empresa deve estar preparada para isso. É uma coisa de mercado?. O especialista consultado considera que a planta de TDI tinha uma produção pequena, o que reduz o impacto do fechamento.
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?Todo dia as fábricas precisam investir em sua modernização e em aumentar seu tamanho, para obter escala?, alertou. Do contrário, continua ele, as concorrentes produzem mais barato e tiram a empresa do mercado. ?Apesar dos investimentos feitos pela Dow, ela (a fábrica de TDI) ficou com os custos pouco competitivos?, completou. A unidade estava parada desde outubro do ano passado
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