Estado amplia compromisso de infra-estrutura com iniciativa privada
17/07/2008
`O governo do Estado trabalha para o enraizamento social dos pesados investimentos previstos para o Pará nos próximos anos, especialmente no setor mineral`, diz o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), Maurílio Monteiro. `Assim é que a cooperação com as grandes companhias executa ações com benefícios estratégicos diretos, como o desenvolvimento de tecnologias minerais e a formação de mão-de-obra especializada.`
Maurílio Monteiro informa ainda que o governo do Estado dá importantes contrapartidas para receber e potencializar os investimentos, públicos e privados, previstos para os próximos anos. `Atuamos junto ao presidente Lula para concretizar reivindicações históricas do Pará, como a conclusão das eclusas de Tucuruí, a construção da hidrovia Araguaia-Tocantins e melhorias e ampliação do porto de Vila do Conde. Além disso, como forma de atrair empresas fornecedoras ou desenvolver empresas locais, vamos construir as fases II e III do Distrito Industrial de Marabá; construir naquela cidade um Centro de Convenções; e implantar, de fato, o Distrito Industrial de Barcarena, criando uma rede de ações integradas, que abrangem da produção à exportação em vários segmentos econômicos.`
O titular da Sedect destaca ainda o papel do governo na formação da mão-de-obra demandada pelos investimentos. `Só a siderúrgica vai gerar, durante a construção, 15 mil empregos; e, durante a operação, três mil diretos e 12 mil indiretos; essa mão-de-obra vai ser capacitada e qualificada pelo governo do Estado.`
O secretário Maurílio Monteiro destaca o diálogo como a chave para o desenvolvimento sustentável e a longo prazo do Pará. `Foi o diálogo que permitiu essas ações de caráter profundo com a Vale, e que é estendido a outras grandes empresas. É o diálogo que caracteriza, por exemplo, o Fórum Paraense de Competitividade, que, de forma direta, promove o encontro entre empresários, governos e instituições de fomento, gerando políticas públicas de forma imediata, sem burocracias. É o diálogo, enfim, que marca o Sistema Paraense de Inovação, por meio do qual o governo aglutina todos os agentes produtivos (inclusive as instituições de pesquisa) com o fim de agregar mais ciência e tecnologia a produtos e processos.
O Liberal – 16/07/2008