Especialista mostra oportunidades na Bolsa de Valores de Toronto
16/03/2012
Nesta sexta-feira, 16, o IBRAM ? Instituto Brasileiro de Mineração, por meio de sua Comissão Jurídica, recebeu a sócia do escritório McMillan LLP, de Vancouver (Canadá), Laurel Petryk, para ministrar uma palestra sobre mercado internacional e bolsas de valores.
A advogada traçou um panorama do cenário de investimentos de empresas minerárias no mercado acionário canadense, representado pela Bolsa de Valores de Toronto (TSX) e na Bolsa de Valores de Toronto ?Venture Exchange? (TSX-V), consideradas as principais bolsas do mundo para o setor, orientando como as empresas brasileiras podem ter acesso e se beneficiar do mercado financeiro daquele País.
Segundo Laurel, as principais vantagens de buscar o mercado financeiro do Canadá são: o acesso ao capital, forte liquidez, diversificação da base de dados, serviço a todos os estágios de crescimento e parcerias com líderes globais.
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Especialistas prestigiam a palestra da advogada da McMillan, Laurel Petryk.
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?Nossos estudos mostram que 90% dos financiamentos de capital global de mineração foram realizados na TSX e TSX-V, e 39% da receita mineral gerada em 2011 foi proveniente da TSX e TSX-V?, explica Petryk ao reforçar a força econômica das bolsas canadenses.
Há dois caminhos para as empresas mineradores brasileiras acessarem as bolsas de valores canadenses. Pode-se listar as ações nas Bolsas TSX e TSX-V por meio de uma Oferta Pública Inicial (IPO), método tradicional de obtenção de uma listagem em bolsa de valores mediante um prospecto para ser apresentado às comissões de valores mobiliários. Como também ir a público, onde a empresa terá maior visibilidade e oportunidades de financiamento de capital.
Questionada como o País poderia ingressar no mercado acionário canadense, Laurel afirma que é uma questão cultural. ?Acredito que o Brasil, por ser uma economia emergente, desperta os olhares dos grandes investidores. É preciso que as informações sobre o mercado financeiro e o investimento em ações sejam um costume que o País adquira?, afirma Laurel.
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Laurel demonstra a busca dos países sulamericanos pelo mercado financeiro canadense.
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Um dado que chama a atenção é que a TSX e TSX-V tem em sua listagem 50 empresas de investem em mineração no Brasil, num cenário de 154 propriedades de mineração brasileiras. Dentre essas, apenas quatro empresas brasileiras procuraram a TSX e TSX-V, o que é um índice muito baixo comparado a países de menor extensão territorial. O Perú, a Argentina e o, por exemplo, possuem mais empresas que buscam financiamentos por meio da bolsa de valores, totalizando 92, 70 e 55 projetos, respectivamente.
Além disso, Petryk abordou as questões sobre a norma NI 43-101. O instrumento é utilizado para a divulgação de informações relativas às propriedades minerais no Canadá.; A NI é uma orientação rigorosa para saber como as empresas públicas podem divulgar informação científica e técnica sobre os projetos minerais em bolsas supervisionados pela Autoridade de Valores do Canadá (Canadian Securities Administrators ? CSA).; ?A finalidade NI 43-101 é garantir que as informações enganosas, errôneas ou fraudulentas relativas às propriedades minerais não sejam publicadas e promovidas a investidores nas bolsas de valores fiscalizados pela CSA?, explica a advogada.
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IBRAM/Profissionais do Texto