Entidades acirram debate sobre preços do minério de ferro
24/03/2010
Em meio as expectativas de reajuste no preço do minério de ferro, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) criticou a postura da Associação Europeia da Indústria Siderúrgica (Eurofer), que considera a mudança do sistema de precificação da commodity uma “ação de conduta econômica inadequada”.
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Atualmente, as negociações podem ser realizadas no mercado à vista (spot) ou no longo prazo (benchmark). No entanto, a Vale já afirmou em nota aos acionistas que pretende adotar uma política comercial mais flexível.
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Paulo Camillo Vargas Penna, presidente do Ibram, diz que “há possibilidade de contratos com vencimento trimestral” e a Eurofer está “claramente tentando tumultuar as conversações, com medidas de truste para proteger o mercado interno”.
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Segundo Penna, a Eurofer alega que a Vale estaria se aproveitando da posição de domínio no mercado para impor preços. Mas, “a manutenção do preço atual, como deseja a Eurofer, é prejudicial a economia brasileira, uma vez que a participação do minério de ferro na balança comericial do país supera 50%”, pondera.
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Além disso, o Ibram ressalta que os preços de mercado à vista se encontram duas vezes maiores do que aqueles pactuados em contratos de longo prazo.
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De acordo com o executivo, levando em consideração a oferta apertada e a demanda alta, a proposta de mudança do sistema de precificação assegura transparência, previsibilidade quanto a reajustes e flexibilidade para acompanhamento da movimentação de preços.
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Resumidamente, “o importante é que as regras de mercado prevaleçam”, concluiu o presidente do Ibram.
Brasil Econômico