Empresas têm permissão para extrair bauxita
13/09/2010
A Alcoa Alumínio e a Matapu Sociedade de Mineração Ltda. estão autorizadas pela Justiça Federal a iniciar atividades de pesquisa mineral nos municípios de Santarém, Óbidos e Juruti, na região oeste do Pará. Na ação que ajuizaram na Subseção de Santarém, as duas mineradoras estimam que o potencial das áreas onde serão feitas as pesquisas chega a cerca de 50 milhões de toneladas de bauxita.
Na decisão em que autorizou o início das pesquisas, o juiz federal José Airton de Aguiar Portela estabeleceu o prazo de 30 dias para que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Federação das Associações de Moradores e Comunidades do Assentamento Agroextrativista da Gleba Grande (Feagle) forneçam a lista com a identificação de todas as famílias beneficiadas pelo programa de reforma agrária assentadas nas áreas que serão abrangidas pelas pesquisas.
O magistrado destaca na decisão dispositivo do Código de Mineração que permite aos particulares desenvolver pesquisas minerais no solo e subsolo não apenas das propriedades em que se localizam as jazidas como nas propriedades limítrofes. Para resguardar o direito de todas as famílias a eventuais indenizações e rendas decorrentes das atividades das duas minerações, Portela fixou em cerca de R$ 4,3 milhões a caução (uma espécie de garantia) que a Alcoa e a Matapu deverão oferecer para que possam dar início aos trabalhos de pesquisa.
O Liberal