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Empresas renovam termo de cooperação

Notícias Gerais

19/11/2013


Os investimentos de R$ 36 bilhões previstos pelas 15 maiores empresas do setor minero-metalúrgico para os próximos cinco anos serão responsáveis pela abertura de 16,6 mil vagas no segmento somente nos próximos três anos. E, diante do atual cenário de apagão de mão de obra no país, essas mineradoras e siderúrgicas renovaram o termo de cooperação técnico institucional para funcionamento do Consórcio Mínero-Metalúrgico de Formação e Qualificação de trabalhadores.
Existente desde outubro de 2007, o consórcio tem como objetivo fomentar a capacitação de jovens para atuarem no setor mínero-metalúrgico em todos os níveis, técnico, básico e superior. Quando ele foi criado a necessidade de funcionários por parte das empresas era ainda maior, de 40 mil profissionais. De lá para cá, muitas parcerias com instituições de ensino foram fechadas e cerca de 10 mil pessoas capacitadas. Foram investidos para a formação dessa mão de obra algo em torno de R$ 2 milhões em três anos, segundo a coordenadora do consórcio, Alba Valéria Santos.
Participam do consórcio as empresas Anglo American, Gerdau Açominas, Vallourec e Sumitomo, Anglogold Ashanti, Ferrous, Mineração Usiminas, ArcelorMittal, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Rio Paracatu Mineração, Mineração Serras do Oeste, MMX, MRS Logística, Nacional Minérios, Samarco Mineração e Vale. Juntas, elas geram 500 mil empregos em todo o mundo. Desse total, 139 mil são no Brasil e 70 mil em Minas Gerais. O faturamento anual de todas elas soma R$ 132 bilhões.
Em se tratando de cursos técnicos, o consórcio tem como um dos seus principais parceiros o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Minas Gerais (Senai-MG). Já quando o assunto é ensino superior, várias universidades federais se embasam nos levantamentos realizados pelo consórcio para definir número de vagas para cada curso, como a de Ouro Preto, São João del Rei e a própria Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O público alvo do programa é composto por jovens, maiores de 18 anos, de preferência com o ensino médio completo. Muitas vezes em decorrência das dificuldades de se encontrar pessoas com esse nível de escolaridade, são aceitos profissionais ainda não formados que são estimulados a retomar e completar os estudos. O enfoque maior é no entorno de onde as empresas estão localizadas, com destaque para o Quadrilátero Ferrífero. Porém, segundo Alba há uma capilaridade muito grande e praticamente todo o estado acaba sendo beneficiado pelo programa.
Outra iniciativa do programa é o estímulo ao ingresso em cursos técnicos. Para isso, profissionais de carreira das 15 empresas fazem palestras nas escolas e mostram o número de oportunidades e as possibilidades de crescimento como técnicos de diferentes áreas. Atualmente, a média salarial nessas empresas para profissionais vai de R$ 1,3 mil a R$ 5 mil para nível técnico. O nível básico vai de R$ 1,3 mil a R$ 2,5 mil. E o nível superior, de R$ 6,5 mil a R$ 14 mil.
Paralelamente à busca de técnicos, as empresas colocam em prática o Projeto Seja Engenheiro. O objetivo é o de mostrar para os estudantes do ensino médio o quanto é interessante fazer engenharia, uma área com muitas vagas e altos salários.
“Estamos fazendo o principal papel do mundo que é o da educação. Ao dar aos jovens uma qualificação e um emprego decente com plano de carreira e todas as garantias estamos construindo para o Brasil”, afirmou, durante evento de assinatura do termo de cooperação, o presidente do Sindicato das Indústrias Extrativas do Estado de Minas Gerais (Sindiextra), Fernando Coura. Para o presidente da Fiemg, Olavo Machado Junior, a iniciativa mostra a força do setor para a economia mineira.

Diário do comércio


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