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Empresas oferecem capacitação própria

Notícias Gerais

24/05/2010


Para não ficar refém do mercado, muitas empresas (a maioria de grande porte) decidiram criar seus próprios programas de capacitação e treinamento de pessoal. Outras apostaram nos convênios com universidades para formar profissionais com o perfil da empresa.
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No caso da Vale, cujos investimentos este ano somam US$ 13 bilhões, a aposta foi montar um curso de pós-graduação que capacita engenheiros para as áreas de pelotização, ferrovia, portos e mineração. Depois de três meses de estudo integral, com bolsa mensal de R$ 3 mil, alguns estudantes, ou todos, são contratados pela empresa, dependendo da demanda.
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“Começamos a pensar nesses programas em 2007 por causa do grande número de profissionais que teríamos de admitir. Antes a gente contratava e as pessoas aprendiam na prática. Mas levava tempo”, diz a gerente de atração e seleção Vale, Hanna Meirelles. Segundo ela, o quadro de técnicos também tem programa de capacitação.
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Bem antes de a mineradora apostar na formação de seus profissionais, a América Latina Logística (ALL) já sofria com os efeitos de anos de abandono do setor ferroviário brasileiro. Sem profissionais disponíveis na área, a alternativa foi criar uma universidade capaz de qualificar jovens para cargos exigidos dentro da concessionária de transporte ferroviário.
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“Não conseguiríamos contratar nenhum profissional sem esse curso. Hoje temos dificuldade, mas ela é minimizada por essa especialização”, diz o gerente de Gestão da ALL, Rodrigo Paupitz. Este ano, a empresa deve capacitar 2 mil pessoas. A previsão é que todas sejam aproveitadas no grupo, que também tem um braço na área de transporte rodoviário.
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Contratação. Outra que teve de aderir à capacitação de profissionais foi a Ford. Com um programa de investimentos da ordem de R$ 4,5 bilhões para 2011-2015, a empresa precisou fechar vários contratos com universidades e escolas de capacitação para preparar seus funcionários. Hoje estão abertas na montadora 130 vagas de engenheiros. Mas, no período de cinco anos, a empresa terá de contratar cerca de 1.000 pessoas.
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“Estamos num processo intenso de contratação. Mas não é fácil encontrar pessoas com o perfil adequado. Para nós, uma das maiores carências é a falta de fluência no inglês”, diz o diretor da Ford, Rogelio Golfarb. Ele conta que a empresa vai expandir a produção da fábrica da Bahia, em Camaçari, de 250 mil unidades para 300 mil unidades. A região, confessa Golfarb, é ainda mais carente em mão de obra qualificada.
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A escassez de talentos para preencher vagas qualificadas é comprovada por uma outra pesquisa divulgada semana passada pela empresa de recursos humanos Manpower. O levantamento consultou 35 mil empresas de 36 países.
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De acordo com o estudo, o Brasil obteve o segundo maior índice (64%) de empresas com dificuldade para preencherem vagas disponíveis. O primeiro ficou com o Japão, com 76%. Na média, o índice foi de 31%.

Estadão


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