Empresas na busca do minério paraibano
07/02/2011
Presença de ferro em 15 municípios do estado deve impulsionar a economia na região e gerar emprego
A presença de minério de ferro em 15 municípios paraibanos tem despertado o interesse de empresas e pode, a se confirmarem as expectativas das pesquisas já realizadas, um significante impulso econômico para região de mais de 5 milhões de km² e uma população de 168.171 habitantes. O interesse pelas pesquisas no estado surgiu depois da alta do dólar no mercado internacional, que encareceu o preço do minério. Hoje, o quilo custa 180 dólares, em torno de R$ 300, mas já chegou a 200 dólares, o equivalente a R$ 334. Como os municípios paraibanos ficam muito próximos a Jucurutu, considerada a capital do ferro do Rio Grande do Norte, e São José de Belmonte, em Pernambuco, onde as minas estão paralisadas, mas são bastante conhecidas, os pesquisadores começaram a pesquisar a presença do ferro na Paraíba. Em São Mamede, por exemplo, o processo está em fase de cubagem, definição de algumas reservas.
O início das pesquisas coincidiu com a alta do dólar, há cerca de quatro anos,e do resultado delas vai depender a justificativa para a viabilidade econômica da exploração do ferro na Paraíba, explicou o geólogo do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Luís Manoel Siqueira. Os municípios poderão ser muito beneficiados do ponto de vista econômico, com o pagamento de royalties e da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cefem), criado para compensar os danos ambientais causados pela atividade de mineração. Hoje, mesmo ainda em fase de pesquisas, o especialista em recursos minerais do DNPM disse que a economia destes municípios já está sendo beneficiada, gerando empregos e divisas para os hotéis, postos de combustíveis e o comércio local. Os ganhos são em efeito cascata, acrescentou Luís Manoel.
Os técnicos acreditam que até junho deste ano terão concluído a primeira etapa e talvez, já possam definir algumas cubagens e teores. Os investimentos programados também são estimulados pela proximidade da região onde os municípios estão localizados com a ferrovia Transnordestina, que viabilizará o transporte até o porto de Suape. A exploração tem sido feita por especialistas em mapeamento e pesquisa mineral, tendo como ponto de partida os resultados de aeromagnetometria geofísica.
O Norte – PB