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Empresas assumem compromisso com mineração sustentável

Notícias Gerais

19/03/2014


Setor mineral fortalece presença no Pará por meio de ações socioambientais como cursos de qualificação profissional, reabilitação de áreas mineradas e apoio à agricultura familiar.
Responsável pela maioria absoluta das exportações paraenses e definidor da balança comercial do Estado, o setor mineral, não raramente, está no centro de debates sobre os retornos socioambientais que proporciona. Considerando que os aspectos econômicos, sociais e ambientais são partes indissociáveis e determinantes para o negócio e cientes de que representam um importante ator de desenvolvimento local, cada vez mais empresas investem em iniciativas com vistas ao crescimento sustentável das regiões onde atuam.
Em Vila do Conde, Barcarena, o projeto social Casa Imerys, desenvolvido pela mineradora Imerys há dois anos, possibilita uma relação estreita com a comunidade. A Casa oferece cursos de capacitação e oficinas de lazer gratuitos para todos os públicos, das crianças aos idosos. Até fevereiro de 2014, mais de 1.200 pessoas foram beneficiadas com as atividades realizadas no projeto, uma delas foi o jovem Willas da Silva. ?Muitos aqui não têm oportunidade de fazer curso, então aqueles que se capacitam, com certeza, conseguem um emprego melhor. Esse foi o meu caso?, conta o ex-aluno que conseguiu o primeiro emprego após fazer os cursos de capacitação.
A partir de maio, as atividades do projeto serão expandidas e ganharão o selo do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-PA), que firmou parceria com a Casa Imerys para realização dos cursos. ?O nosso objetivo é investir no desenvolvimento do ser humano, através da educação, saúde e promoção do empreendedorismo?, garante a analista de Relações Comunitárias, Nayara Santos. Para isso se concretizar, a Imerys vai aplicar um grande investimento econômico no projeto que também ganhará um novo lar. ?Estamos trabalhando em um plano de expansão da Casa Imerys, porque entendemos que a comunidade cresce constantemente e é nossa obrigação acompanhar este crescimento, garantindo uma melhor qualidade de vida para as pessoas que rodeiam nossas operações, através de nossos projetos sociais?, acredita a coordenadora de Relações Comunitárias, Clara Ségon.
Reabilitação
Com ações norteadas pela sustentabilidade, a unidade da Alcoa instalada em Juruti, no oeste do Pará, completou quatro anos de operações em 2013. Além da busca diária pela excelência e sucesso do negócio, em meio ao cenário desfavorável de crise global que ainda impacta o mercado do alumínio, a Companhia tem cumprido o compromisso de operar um empreendimento de mineração no coração da Amazônia em harmonia com as pessoas que vivem na localidade e com o meio ambiente, consolidando-se como uma das empresas com melhores práticas de responsabilidade socioambiental na região.
Em Juruti, a empresa realiza um minucioso trabalho de reabilitação das áreas mineradas por meio de um processo que induz a restauração natural, ou seja, recria um ambiente com ecossistema semelhante ao original. O processo de reabilitação aplicado pela Alcoa utiliza a técnica de nucleação, método que consiste em depositar nas áreas montes de galhos, sementes e solo orgânico, que produzem uma base natural para o desenvolvimento de espécies de flora e fauna, através da captura e infiltração de água rica em nutrientes no solo. Atualmente, já são 174 hectares em processo de reabilitação e novas áreas estão sendo preparadas e reflorestadas.
Para envolver a comunidade nesse processo, a empresa realiza um projeto de manejo florestal não madeireiro, que é parte do seu Programa de Agricultura Familiar desenvolvido na localidade. ?As mudas que utilizamos na reabilitação das áreas são cultivadas por produtores de quatro associações, que reúnem ao todo 16 comunidades da região de Juruti Velho. Além de ser uma fonte de renda alternativa para estes comunitários, optamos por utilizar espécies florestais nativas de interesse social que contribuem também para o enriquecimento da área no futuro?, conta Pedro Pinto, gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da Alcoa Juruti.
De 2008 a 2013, 322.907 mudas já foram compradas pela Companhia, gerando aproximadamente R$ 568 mil em renda para quatro associações representantes dos produtores engajados no programa. Entre as espécies cultivadas estão o ipê-roxo, castanheira, itaubeira, seringueira, jatobazeira, entre outras. O reflorestamento das áreas ocorre simultaneamente ao avanço das frentes de lavra e todo o trabalho de reabilitação é realizado por profissionais altamente qualificados, que monitoram as áreas periodicamente para acompanhar e avaliar as evoluções do processo. Estima-se que, em no máximo dois anos após o término das operações, as áreas de extração mineral estejam reflorestadas, com os plantios já realizados. Os resultados da aplicação da metodologia de nucleação para reabilitação das áreas mineiradas em Juruti tem sido expressivos em virtude do tamanho da vegetação e da riqueza das espécies em um curto espaço de tempo.
?Realizamos também monitoramentos periódicos de diversos fatores dos meios físico e biótico, que resultam em dados ambientais sobre a área de influência da Mina. Isso permite que possamos acompanhar a resposta da qualidade ambiental, facilitando ainda a identificação de possíveis aspectos ambientais, tratando-os para que não causem e resolução de possíveis impactos sobre a água superficial e subterrânea, o ar, o clima, a fauna e a flora, além dos níveis de ruído. Todas essas análises são acompanhadas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA)?, finaliza Pedro Pinto.
Qualificação
;Na expectativa de se tornar o mais novo município minerador do Estado, desde o segundo semestre de 2013, Rondon do Pará é palco de uma série de capacitações profissionais que visam formar mão de obra para o mercado de trabalho da região e para as etapas de obra e operação do Alumina Rondon, principal projeto da Votorantim Metais no Brasil e que prevê a implantação de mina de bauxita e refinaria de alumina no município. Os cursos fazem parte do Programa de Qualificação de Mão de Obra, fruto da parceria entre a empresa, Prefeitura de Rondon do Pará, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio, SENAR, IFPA, SENAI e Ministério da Educação, via Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego ? Pronatec.
A expectativa é que até o final de 2014 as qualificações contemplem cerca de nove mil moradores de Rondon do Pará, Dom Eliseu e Abel Figueiredo. ?O Alumina Rondon está em processo de licenciamento ambiental. Mas é importante prepararmos o município, e seus moradores, com antecedência para receber o empreendimento. A qualificação da mão de obra local faz parte dos princípios da Votorantim Metais e, quanto mais profissionais capacitados tivermos na região, maiores são as chances de inserção de moradores no mercado de trabalho e no projeto?, explica Sérgio Oliveira, coordenador de Sustentabilidade do Alumina Rondon.

Assessoria


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