Empresa produzirá material para usina nuclear
05/07/2010
O entrocamento ferroviário, que sempre fora tão importante para o desenvolvimento de Campinas e região, teve uma grande influência na vida do Grupo Galvani, instalado em Paulínia. A empresa nasceu em São João da Boa Vista, como uma fabricante de bebidas, e se mudara, na década de 70, para o município vizinho à Campinas, mas na época já havia entrado no ramo logístico de produtos agrícolas. A partir desse momento, os trilhos e as rodovias que cortam a região alicerçaram o caminho de crescimento da empresa. Hoje, o grupo têm dois complexos industriais, três minas, duas unidades de distribuição e uma operação portuária. A Galvani vai investir mais de R$ 858 milhões em dois novos empreendimentos no País nos próximos anos.
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A companhia vai realizar um projeto em parceria com a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) para a exploração e beneficiamento do minério de fosfato associado a urânio. Os recursos empregados serão de US$ 350 milhões, o equivalente a R$ 628 milhões. A capacidade de produção será de 240 mil toneladas por ano de fosfato e 1.400 toneladas por ano de urânio. O material utilizado para alimentar usinas nucleares será repassado ao INB, que detém a autorização e tem a tecnologia para tratá-lo industrialmente. O empreendimento no Ceará recebeu o nome de Projeto Santa Quitéria.
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OUTRA ÁREA. O grupo vai executar também o Projeto Serra do Salitre, em Minas Gerais, cujos investimentos serão aplicados para a extração e o beneficiamento do minério de fosfato para a produção de fertilizantes fosfatados na planta de Paulínia. O complexo será composto por uma mina e uma usina de concentração. A capacidade será de 500 mil toneladas por ano de concentrado. A Galvani vai injetar R$ 230 milhões no negócio. O projeto está em fase de licenciamento ambiental. As apostas da empresa vão minimizar a dependência que o mercado doméstico têm de fertilizantes importados de outros países. “Tudo o que é produzido no Brasil é consumido no mercado interno” , diz o gerente de Comunicação, Rodolfo Galvani Neto.
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O executivo ressalta que o mercado é muito competitivo no Brasil e que a empresa ocupa hoje uma posição de liderança nos fertilizantes fosfatados. No mercado, existem 110 empresas produtoras e misturadoras de todos os tipos de fertilizantes. Ele afirma que a Galvani é a única indústria brasileira que atua em toda a cadeia de fabricação do produto.
Diário do Povo