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Empresa chinesa obtém permissão para exportar diamantes no Zimbábue

Notícias Gerais

28/11/2011


Uma mineradora chinesa com grandes reservas de diamante no Zimbábue recebeu permissão para sua exportação como parte das medidas do Processo de Kimberley (KP), órgão patrocinado pela ONU para impedir o comércio dos chamados `diamantes de sangue`, informou nesta sexta-feira o jornal estatal `The Herald`.
Anjin, uma sociedade de joint venture da companhia chinesa Anhui Foreign Economic Construction Company e o exército nacional do Zimbábue, possui pelo menos um milhão de quilates de diamantes.
A empresa opera nas minas de Chiadzwa, cujos diamantes no passado foram proibidos pela ONU por serem considerados `diamantes de sangue`, pois financiavam atividades violentas e grupos guerrilheiros subversivos.
Os campos de Chiadzwa também foram palco de uma sangrenta repressão militar aos mineiros em 2008.
`Anjin recebeu a permissão para vender. Não só cumpriram os requerimentos (do KP), mas foram além das expectativas estabelecidas`, disse o ministro zimbabuano de Minas, Obert Mpofu, citado pelo jornal `Herald`.
Esta foi a terceira empresa a obter autorização do KP para exportar diamantes. Em 2009, o órgão proibiu essa prática no Zimbábue pelos supostos abusos de direitos humanos cometidos em Chiadzwa.
O KP confirmou no início deste mês sua autorização para a exportação nas polêmicas minas do país africano, que se comprometeu a facilitar o acesso aos supervisores do KP para verificar o cumprimento dos requerimentos.
O Sistema de Certidão do Processo de Kimberley (KPCS) é composto por 70 países produtores e grandes companhias comercializadoras que certificam os diamantes que saem para o mercado internacional sem terem sido usados para financiar guerras e ações violentas.

Veja Online


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