Em 2010, 414 geólogos e 218 engenheiros de minas graduaram-se, apontam dados do Inep
02/04/2012
A procura pelo curso de geologia na USP (Universidade de São Paulo) aumentou 92% em cinco anos. Atualmente, são oferecidas 50 vagas.
;
No Brasil, 414 pessoas concluíram a graduação na área em 2010, mostram dados do último censo universitário disponível do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).
;
O número não é suficiente para atender à demanda, argumenta Marcelo Ribeiro Tumes, diretor de assuntos minerários do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).
;
Especialmente porque a extração mineral não é a única opção dos geólogos.
;
Também há vagas em grandes obras de infraestrutura (principalmente em barragens) e em prevenção de quedas de encostas, enumera Ideval Souza Costa, 48, do Museu de Geociências da USP.
;
A turma de 33 alunos da Universidade Federal do Paraná, da qual Rafael Beruski, 24, fez parte até o fim de 2010, está toda empregada e ninguém teve que procurar outra ocupação, segundo ele.
;
MULHERES NAS MINAS
;
“A maior carência do setor é de engenheiros de minas”, afirma Tumes. Em 2010, 218 pessoas concluíram o curso no país inteiro.
;
A expectativa é que esse número cresça nos próximos anos, diz Carlos Alberto Pereira, professor e presidente do colegiado do curso de engenharia de minas da Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais).
;
Na própria faculdade em que ele trabalha há um esforço para ampliar a quantidade de formados em 50% (de 40 para 60 estudantes).
;
Segundo Pereira, a porcentagem de mulheres matriculadas vem aumentando. “Na minha turma, que acabou o curso há 17 anos, era uma para 30 homens”, contabiliza.
;
Hoje, as mulheres ainda são minoria: do total de 360 alunos, 82 são do sexo feminino, o equivalente a 23%.
;
Uma delas é Marina de Menezes Lopes, 24. O interesse pela carreira surgiu durante uma visita a uma mina com a turma do colégio.
;
Os riscos de trabalho em extração mineral não a preocupam, pois “as empresas são grandes e muito preparadas para responder às questões de segurança”.
;
Folha de S. Paulo