Eleições vão atrasar o projeto da CNS em MG
07/02/2012
Empresa pretende investir R$ 12 bilhões na cidade até 2015. CSN quer explorar mais minério na região e construir uma siderúrgica no local.
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O abacaxi de decidir sobre o tamanho da área que a CSN irá minerar na Serra Casa de Pedra, em Congonhas, no Campo das Vertentes, poderá ficar de herança para o próximo líder executivo da cidade. Falta de unidade entre os vereadores, recomendações técnicas destoantes e a proximidade do processo eleitoral podem postergar o processo para o próximo ano.
;Desde 2006, quando a Câmara do município aprovou o tombamento da Serra Casa de Pedra, está pendente a lei complementar, que delimita o polígono que será tombado. Do resultado dessa decisão depende o plano de expansão da CSN, que assinou protocolos para investir R$ 12 bilhões na região até 2015 e aumentar em quatro vezes a produção de minério de ferro. ;
A votação do projeto chegou a ser suspensa duas vezes no final do ano passado e, por falta de consenso entre comunidade, empresa e vereadores, o processo não caminhou. O próprio presidente da Câmara, Eduardo Matozinhos (PR), adiantou que nenhuma decisão será tomada pelo menos nos próximos 90 dias.Segundo ele, ainda faltam informações sobre os projetos. “Temos pareceres muito técnicas que precisam ser melhor avaliados. O relatório da CSN diz uma coisa e o relatório do Ministério Público diz outra”, explica. Nos próximos dias, diz o vereador, será publicado um edital para a contratação de uma consultoria ambiental para realizar uma análise imparcial dos projetos. A Câmara estuda gastar R$ 100 mil com o estudo.
Atualmente, os vereadores já têm em mãos um estudo realizado pela CSN garantindo que a exploração mineral na Serra Casa de Pedra não trará prejuízos de abastecimento de água e que a atual área de preservação será ampliada. Já outro documento, de autoria do Ministério Público Estadual (MPE), recomendou aos vereadores o tombamento da Serra. “São dois estudos com resultados muito diferentes e precisamos de um ponto de vista equilibrado”, diz Matozinhos. Mesmo que a Câmara se movimente e consiga articular a votação antes da eleição municipal, há uma outra frente de atuação que poderá forçar um novo adiamento. “Estamos colhendo assinaturas para propor um plebiscito. A população é que tem de decidir”, diz o subscritor do projeto, de iniciativa popular, pelo tombamento da Serra, Neilor Aarão.
O Tempo – MG