Eike deve suspender projetos de carvão da CCX na Colômbia, diz jornal
24/01/2013
SÃO PAULO – O empresário Eike Batista indicou que suspenderia seu projeto de carvão, da empresa CCX Carvão (CCXC3), no sul de La Guajira, na Colômbia, incluindo o porto, linha férrea e minas de carvão a céu aberto e uma subterrânea, conforme divulgou o jornal colombiano Portafolio.
Segundo a notícia, entre as razões para a suspensão do projeto da mineradora de carvão, estão a dificuldade para obter licenças ambientais, acordos com as comunidades indígenas e a tendência de queda nos preços do carvão. No entanto a publicação ressalta que Eike manterá investimentos em ouro, petróleo e gás no país.
A notícia vem dois dias após o anúncio de que o megaempresário, presidente do Grupo EBX, dizer que pretende fechar o capital da CCX por meio de uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) das ações da companhia. O preço a ser oferecido por ele é de R$ 4,31 por cada ação da CCX negociada na BM&FBovespa, valor que será pago em papéis de outras empresas de Eike listadas na bolsa brasileira – OGX Petróleo (OGXP3), LLX Logística (LLXL3), MMX Mineração (MMXM3), MPX Energia (MPXE3) e OSX Brasil (OSXB3).
Plano inicial da CCX
O Projeto Integrado de Mineração da CCX compreendia as minas San Juan, Cañaverales e Papayal, localizadas no sul de La Guajira e envolvia a construção de 150 km de linha férra e um porto de carga direta em Dibulla, com um custo de US$ 400 milhões e meta de produção de até 35 milhões de toneladas de carvão térmico.
InfoMoney