Eike Batista abrirá capital da IronX
10/06/2008
DANIELE CARVALHODO JORNAL DO COMMERCIO
A OGX, empresa pertencente a Eike Batista que atua no segmento de petróleo e gás, não será a única do grupo EBX a passar pelo processo de abertura de capital este ano: em continuidade ao processo de reestruturação da MMX, que opera projetos no segmento de mineração e metálicos, o grupo informou ontem que vai listar a Iron X na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a emitir Global Depositary Receipt (GDRs) na Bolsa de Nova York.A Iron X, presidida por Eike Batista, foi a empresa constituída pela Anglo American para reunir os ativos adquiridos da MMX. O portfólio de ativos da empresa é formado pelo Sistema Minas-Rio (depósito mineral em Minas Gerais, mineroduto e 40% do LLX Minas Rio – porto) e 70% de participação no Sistema Amapá. Eike não tem participação na Iron X. reestruturação. O processo de cisão da MMX, iniciado este ano, prevê a divisão da empresa em três novas companhias: Iron X, LLX e MMX. A MMX, que já tem ações listadas na Bovespa, na Bolsa de Toronto e no mercado de balcão da Nyse, terá sob o seu escopo a MMX Corumbá (mina, produção de ferro gusa e futura siderúrgica) e a MMX Sudeste (outros negócios da empresa a serem realizado no Sudeste). Já a LLX abrigará a LLX Minas Rio e a LLX Açu.Como as novas companhias surgiram da cisão da MMX, estas terão de seguir os passos já dados pela empresa-mãe. Desta forma, terão de ser listadas na Bovespa e no mercado de balcão da Nyse. A obrigatoriedade não se estende à abertura de capital no Canadá.A reestruturação, porém, ainda passará pelo crivo dos acionistas em Assembléia Geral Extraordinária (AGO) a ser realizada no próximo dia 19. Após a assembléia, os acionistas terão período de recesso de mais um mês para se pronunciar sobre o assunto. julho/agosto. A expectativa da MMX é de que o processo seja encaminhado para pleno andamento no final de julho ou início de agosto.De acordo com informações de fonte da empresa, a decisão de manter as ações da Iron X apenas no mercado de balcão da Nyse deve-se ao grau de exigência feito pela bolsa na emissão de ações de empresas que ainda têm seus ativos em fase de desenvolvimento. `Este processo tomaria muito tempo e seria muito dispendioso. Por isso, na ocasião da abertura de capital da MMX, optamos pela Bolsa de Toronto, que tem exigências mais adequadas ao perfil da MMX`, afirma.Na próxima semana será feita a oferta pública de ações da OGX, que de acordo com analistas de mercado, poderá ser a mais robusta já feita no País, podendo ultrapassar a casa dos R$ 7 bilhões.
Jornal do Commércio – RJ