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Editorial – Diário Popular – RS

Notícias Gerais

24/06/2008


Começam a surgir no Estado, e alguns já estão em execução, importantes empreendimentos que, pela matéria-prima que utilizam, contribuirão para a melhoria do meio ambiente. São exemplos a produção de plástico feito a partir da cana-de-açúcar, da geração de energia de biogás obtido nos aterros sanitários e diversos produtos, como sabão e bio-combustível, por meio da reciclagem de óleo de fritura, saturado, projeto que já está sendo executado em Pelotas. São projetos que demonstram que tudo se aproveita, conforme conclusão científica de que na natureza nada se cria e nada se perde – tudo se transforma – e, ao mesmo tempo, pode-se solucionar problemas ambientais. Já há, em outros estados, cidades em que foram adotadas iniciativas dessa natureza. É um setor que Pelotas pode desenvolver considerando não só a necessidade de fazê-lo – há vários problemas ambientais – como também a possibilidade de elaboração e execução de projetos criativos, por dispor de competentes instituições de pesquisa.Por exemplo, começa no segundo semestre, em Triunfo, a construção da planta da empresa Braskem que dará origem ao plástico feito a partir de álcool de cana-de-açúcar. A empresa abre um novo ciclo de investimentos no pólo petroquímico gaúcho, que totalizará R$ 1 bilhão até 2011. O investimento tem especial significado estratégico pois vai tornar o Estado referência mundial, por ser origem do primeiro plástico 100% renovável certificado com produção em escala industrial. Além da produção de polietileno de alta densidade – resina usada em brinquedos, frascos e autopeças – a terceira fase do pólo gaúcho prevê ampliação de outras matérias-primas. O fato de o ?plástico verde? ter sido criado no Estado – no Centro de Tecnologia e Desenvolvimento de Triunfo – foi um dos fatores que influíram na escolha do local pela Braskem. Uma das maiores vantagens deste plástico em relação ao tradicional, feito a partir de petróleo ou de gás natural, é o fato de que a plantação da cana-de-açúcar retira gás carbônico da atmosfera.Outro grande empreendimento, este já em execução no Estado, que tem muita importância ecológica, é o projeto de produção de biogás a partir de lixo, o qual abrange, atualmente, 140 municípios. Um sistema de captação e queima de gases gerados em aterro sanitário, desenvolvido em cavas de mineração de carvão a céu aberto em Minas de Leão, destrói até 90% do metano resultante da decomposição do material orgânico. Com isso, será possível uma redução de 170 mil toneladas de dióxido de carbono, a principal causa do efeito estufa. O aproveitamento do biogás para a geração de energia faz parte da segunda etapa do projeto, coordenado pela Sil Soluções Ambientais, do Grupo Copelmi.Além disso, começa a ser realizada em Pelotas reciclagem de óleo de cozinha, já utilizado, que, jogado fora, como é costume, pode contaminar o lençol freático, rios, lagoas e mares. A prefeitura, por meio da Secretaria de Qualidade Ambiental, pretende firmar convênio com empresa especializada no recolhimento do referido resíduo, que pode ser transformado inclusive em sabão. Pioneiramente, o condomínio Nilo Peçanha, que há cinco anos faz coleta seletiva do lixo, recentemente começou também a coletar óleo de cozinha usado, que é recolhido pela empresa Ecológica. É uma ótima iniciativa pois evitará muitos danos ambientais.


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