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Economia: com alta em mineração e siderurgia, bovespa tem recuperação

Notícias Gerais

18/06/2008


SAFRAS (17) – A recuperação das ações de alguns dos principais setores da Bovespa, aliada à maior propensão a aplicações em ativos de risco, ajudou na alta de hoje do Ibovespa. O principal índice acionário terminou com apreciação de 1,71% a 68.437 pontos, enquanto o volume financeiro foi de R$ 6,035 bilhões.O bom desempenho do setor de siderurgia e mineração impulsiona os ganhos do principal índice, de acordo com o gestor de renda variável da Infinity Asset, George Sanders. “Além disso, o vencimento do índice futuro, amanhã, também pode estar ajudando”, acrescentou.Segundo o gerente André Segadilha, da Prosper Corretora, o desempenho dos papéis da Vale (VALE5) também influenciam a movimentação do índice. “O mercado começou a ficar mais animado com o anúncio da companhia da nova emissão de ações”, declarou Segadilha. As ações da mineradora (VALE5) fecharam em alta de 3,21%, a R$ 48,50, enquanto as ordinárias (VALE3) se valorizaram em 2,95%, a R$ 58,48.A queda dos juros futuros, principalmente os de longo prazo, estão influenciando positivamente o desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta terça-feira, segundo o economista da MCM Consultoria Antonio Madeira. “Os juros longos estavam muito pressionados, e os números de vendas no varejo vieram mais calmos, o que animou os investidores”, diz Madeira.O IBGE informou hoje que o volume de vendas no varejo cresceu 8,7% em abril em relação ao mesmo mês de 2007, na série sem ajuste sazonal. A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) apontou que, nos últimos 12 meses, as vendas aumentaram 10,3%, ante o mesmo intervalo do ano passado. No ano, a alta é de 11%. Em relação a março de 2008, com ajuste sazonal, o indicador aponta alta de 0,2% em abril.A agenda econômica de hoje dos Estados Unidos trouxe desaceleração da atividade industrial e imobiliária, e preços em alta. A produção industrial encolheu 0,2% em maio, segundo o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), surpreendendo os analistas, que esperavam aumento de 0,1%. Em abril, a produção industrial havia regredido 0,7%. Também na contramão das expectativas, a utilização da capacidade ociosa caiu de 79,6% em abril para 79,4% em maio. As projeções eram de elevação para 79,7% no período.Nos 12 meses encerrados em maio, o Departamento do Comércio informou que o início de construção de casas resultou em 975 mil unidades, 5 mil abaixo da expectativa de 980 mil do mercado. Na aferição anterior, o volume foi de 1,008 milhão. Já as licenças para construção no mesmo período totalizaram 969 mil, mais que os 960 mil esperados, mas abaixo dos 982 mil anteriores.Já o Departamento do Trabalho anunciou que a inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 1,4% em maio, bem acima da projeção de 1% e dos 0,4% de abril. O núcleo da inflação, que desconsidera os preços dos alimentos e dos combustíveis, subiu 0,2%, dentro do patamar esperado, e abaixo dos 0,4% de abril.Acompanhando a valorização das ações da Vale, a Bradespar (BRAP4) avançou 5,33%, a R$ 44,45. A Bradespar é uma empresa de participações, sendo acionista da Vale e CPFL.Em siderurgia, as ações da Gerdau Metalúrgica (GOAU4) subiram 6,98%, cotadas a R$ 57,45. As da siderúrgica Gerdau (GGBR4) apreciaram 4,92%, a R$ 41,55. O mercado se anima com a confirmação de que o preço do aço terá um terceiro aumento este ano, já no próximo mês. Com o aumento do consumo de aço, preço de custos globais de minério, carvão e energia elétrica, segundo a corretora Prosper, surge a necessidade natural de repassar os aumentos dos insumos. “Combinado com um cenário interno de forte demanda agregada abre espaço para a recomposição e, até, expansão de margens no caso das siderúrgicas integradas”, afirma a corretora, em relatório divulgado hoje. Na semana passada o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Christiano Freire, afirmou à Agência Leia que os preços do aço serão reajustados mais uma vez no próximo mês.Em consumo, as ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) ganharam 3,66%, a R$ 39,00. As vendas de maio do grupo, a segunda maior rede supermercadista nacional, deixaram boas impressões entre os analistas. A corretora do Unibanco indicou compra para as ações Pão de Açúcar PN. Para o Unibanco, o resultado evidencia um efeito obtido pela reestruturação de custos (as vendas de alimentos subiram mesmo com a alta dos preços) e sinaliza uma performance positiva em um cenário macroeconômico de desaceleração no setor de consumo. As corretoras Ativa e Prosper também elogiaram a performance comercial do grupo, cujas vendas líquidas no conceito “mesmas lojas” subiram 15,4% em relação a maio de 2007.Ainda no setor de consumo, as ações AmBev PN (AMBV4) cederam 2,95%, a R$ 108,20. Mesmo com o exercício da mudança fiscal de imposto sobre a produção de bebidas, o Unibanco recomenda a compra de ações da AmBev. “Muita coisa já foi dita e muitas especulações surgiram sobre o seu impacto na AmBev. Até agora, todos temos a certeza que a medida provisória propõe a cobrar IPI e PIS/Cofins como uma porcentagem do preço (ad valorem) em vez do atual volume fixo por unidade (ad rem). Qualquer informação adicional, incluindo o montante de percentual específico, no entanto, ainda não foi discutido, impedindo que façamos qualquer estimativa de perda ou ganho preciso para a companhia”, diz a instituição.Acompanhando o desempenho negativo da AmBev, estiveram Embraer ON (EMBR3), caindo 2,44%, a R$ 12,37 e Transmissão Paulista PN (TRPL4), cedendo 2,30%, a R$ 48,75. O volume de negócios com ações da Petrobras PN (PETR4) foi o maior do dia, R$ 965,7 milhões, e os papéis valorizaram 0,98%, a R$ 46,25. Os negócios com Vale PNA (VALE5) somaram R$ 748,272 milhões, enquanto as ações da OGX (OGXP3) movimentaram R$ 275,375 milhões, valorizando-se 2,03%, a R$ 1.255,01. As informações partem da Agência Leia.

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