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É com autossuficiência que se constrói um país

Notícias Gerais

30/04/2012


Há muito o que fazer no Brasil e tudo parece que é para ontem. É preciso dar o primeiro passo e, em muitos setores, já se pode vislumbrar o futuro. Agora mesmo, após meses de negociação, a Petrobras e a Vale assinam acordo para a continuidade da exploração de potássio em Sergipe, reduzindo a necessidade de importação, pelo país, de uma das matérias-primas usadas na produção de fertilizantes.
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A agricultura é um dos principais negócios que alavancam a economia brasileira. A produtividade dos produtores nacionais, sustentada por meio das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa, é um orgulho do talento do meio rural, antes acostumado a ser olhado apenas como nos contos de Jeca Tatu. Hoje, o agricultor é visto em cima de uma colheitadeira de última geração, com ar condicionado e computador a bordo. Planta e colhe milhares de hectares, exportados para gerar riquezas e manter a balança comercial brasileira positiva.
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Um dos pilares desse sucesso são os fertilizantes. Estranho, pois, que o país continuasse a importar produtos estratégicos como esse, sendo que temos aqui, no território nacional, imensas jazidas.
É o caso da mina de Taquari-Vassouras, uma concessão da Petrobras, que cedeu à Vale o direito continuar explorando-a por mais 30 anos. A mineradora vai adicionar o projeto Carnalita (minério do qual é extraído o cloreto de potássio), que tem condições de aumentar em 1,2 milhão de toneladas a produção de potássio em Sergipe. A Petrobras não queria ceder a área, onde também há petróleo. Foi preciso a intervenção da presidente Dilma Rousseff, que facilitou as conversas entre as duas empresas.
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Para se ter uma noção da importância do fato, nota da Vale informa que o Brasil vai economizar US$ 17 bilhões em divisas em 29 anos. O país importa 70% dos fertilizantes que utiliza e atinge 90% na importação de potássio, usado como fertilizante misturado ao fósforo e ao nitrogênio no composto NPK.
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Outro passo rumo à autossuficiência de fertilizantes também foi dado pela presidente Dilma e pelo governador Antonio Anastasia, que assinaram, em Uberaba, um acordo para viabilizar, no Triângulo Mineiro, a fabricação de fertilizantes nitrogenados (amônia) no Triângulo. A Petrobras vai investir R$ 1,3 bilhão, com previsão para setembro de 2014.
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Em fevereiro último, a Petrobras vendeu à Cemig (Gasmig) 40% das ações ordinárias da Gás Brasiliano Distribuidora, controlada pela Gaspetro, permitindo levar o gás que vem da Bolívia e que passa por São Paulo até Uberaba, por meio de um ramal no qual a Cemig investirá R$ 750 milhões. O gás natural será matéria-prima para produção de amônia. O Brasil deixará de ser o quarto maior importador de amônia. É assim que se constrói um país.

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