DNPM participa do Comitê Intergovernamental de Negociação sobre Mercúrio
22/06/2010
O diretor de Planejamento e Desenvolvimento da Mineração, João César Pinheiro de Freitas, representou o DNPM na Delegação Brasileira que participou do Comitê Intergovernamental de Negociação sobre Mercúrio, em Estocolmo, Suécia, entre 07 e 11 de junho.
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A Delegação chefiada pelo Itamaraty foi composta por representantes do Ministério de Meio Ambiente, Ministério de Minas e Energia, Ministério da Saúde, Ministério de Indústria e Comércio e integrantes da sociedade que interagem com Grupo de Trabalho Mercúrio Zero, ( ZMWG), uma coalizão internacional de mais de 90 ONGs das áreas de saúde e meio ambiente de 45 países.
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O Comitê se reuniu para deliberar sobre produção, comércio e uso de mercúrio no mundo. Há atualmente uma crescente restrição de oferta e demanda global de mercúrio, assim como um grande movimento de ONGs em torno da proibição pela ONU da abertura de novas minas em curto prazo e determinação de fechamento das minas existentes até 2020.
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As ONGs lutam pela proibição da exportação de mercúrio elementar e de certos compostos químicos que tenham possibilidade rentável de conversão para mercúrio elementar, exceto quando o propósito for armazenamento ou seqüestro de mercúrio. Advogam uma progressiva proibição da fabricação de produtos, tais como termômetros, além de restrições ao uso de células de mercúrio na fabricação de cloro-álcalis.
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Durante o evento foi proposta a criação de uma rede de monitoramento de fontes alimentícias aquáticas para ajudar na orientação do consumo de alimentos, notadamente peixes, por populações atualmente desinformadas, particularmente as localizadas em países que possuem garimpos de ouro, tradicionalmente usuários de mercúrio na amalgamação do metal precioso.
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Segundo João César, com relação às emissões atmosféricas, a grande preocupação é a queima de carvão mineral que contem mercúrio. A geração de energia em países cuja matriz energética se baseia em carvão mineral, como a China e muitos países da Europa, o que compromete demasiadamente o meio ambiente, poluindo a atmosfera com vapores de mercúrio que são inalados pela população. ? A inalação de vapores de mercúrio não é somente uma mazela dos garimpeiros brasileiros que fazem a queima do amálgama para produzir ouro?.
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Ele explica que em muito menor quantidade todos nós seres humanos inalamos vapores de mercúrio, quando há geração de energia elétrica ou produção de aço a partir do uso de carvão mineral. ?Outra grande preocupação é a queima de rejeitos em fornos de clinquer na fabricação de cimento, que também é fonte de emissão atmosférica de mercúrio?, analisa o diretor de Planejamento e Desenvolvimento da Mineração.
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O Brasil não possui mina de mercúrio como a famosa mina de Almáden, região vinícola da Espanha. O mercúrio encontra-se em minerais como cinábrio, que ocorre associado a sulfetos de metais básicos nas jazidas de cobre, níquel, chumbo, zinco, ouro e outros.
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Laboratório de Análises de Mercúrio
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O Laboratório de Análises de Mercúrio (LAM) é pioneiro em estudos sobre a contaminação por mercúrio no Pará. Desde sua criação, em 1996, realiza estudos de diagnóstico e controle da poluição por mercúrio na Amazônia, como por exemplo: em regiões de mineração de ouro em Rondônia, Amapá e Pará, especialmente no Tapajós.
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Recentemente o LAN passou por uma importante reforma nas suas instalações físicas. A reformado do laboratório faz parte Projeto para o Fortalecimento do Sistema de Vigilância do Metilmercúrio na Bacia do Tapajós, na Amazônia, e está incluída no acordo de cooperação entre a JICA e o DNPM. Como parte desse projeto, a JICA realiza a manutenção dos equipamentos de análises de mercúrio e treinamento de pessoal para atualização das metodologias utilizadas. Em contrapartida, o DNPM promove as reformas necessárias em seus laboratórios, orientadas pela JICA.
Ascom DNPM