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Disparada das commodities anima gestores de recursos

Notícias Gerais

12/11/2010


A elevação nos preços das commodities, que vêm batendo recordes históricos neste ano, está deixando os gestores dos fundos de investimento que aplicam neste mercado com sorriso largo.
A forte desvalorização do dólar que, no ano até outubro, acumula perda de 3% e o aumento da demanda física por matérias-primas contribuem para este cenário.
De junho a outubro, o índice CRB (Commodity Research Bureau), que reúne várias matérias-primas como metais, energia, alimentos, registrou avanço de 16%. Segundo projeção da RC Consultores, a alta deve chegar a 12% neste ano.
O cenário macroeconômico é tão animador que muitos gestores pensam em ampliar a oferta de produtos desta natureza. É o caso, por exemplo, do Santander Asset Management. Sem detalhar em que insumo deve aplicar o novo fundo e quando será o seu lançamento, Alexandre Silvério, superintendente de gestão do banco, sinaliza a possibilidade de criação de uma nova carteira em breve. “Estamos estudando.”
A perspectiva nasceu por conta do sucesso do fundo Santander Capital Protegido Commodities Metálicas que, em pouco mais de sete meses, já acumula ganhos de 4,73%. Lançado em março deste ano para investidores private com aplicação inicial de R$ 100 mil, a carteira aplica seus ativos em uma cesta de quatro metais (cobre, níquel, zinco e platina).
Por ser um fundo fechado, o prazo é de 24 meses e já acumula patrimônio líquido de R$ 50 milhões. “Teve uma demanda forte.”
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Para Silvério, o fato de a China, pela primeira vez em muitos anos, deixar de comprar os títulos do Tesouro americano para investir suas fichas em ativos reais como minério, cobre e até petróleo contribui para a alta. “Tudo conspira a favor das commodities e a China é um membro importante neste contexto”, acredita o executivo.
A Sparta Investimentos também aposta no avanço do segmento e tem visto uma demanda aquecida por produtos que investem neste mercado. A gestora, que administra cerca de R$ 160 milhões, possui quatro fundos que investem em matérias-primas.
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A empolgação foi tamanha que, há um ano, lançou o Sparta Commodities, voltado para investidores pessoa física com perfil conservador. De acordo com o gestor Ulisses Nehmi, o objetivo da carteira é obter uma rentabilidade superior ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) com aplicação mínima de R$ 5 mil. No ano, o fundo acumula (até segunda-feira) ganho de 10,5%, o que representa 150% do CDI.
“As commodities como um todo devem ser fotalecidas pela própria dinâmica do mercado”, diz.
Outro lado
Paulo Franz, diretor de administração de recursos de terceiros do Banrisul, tem uma perspectiva diferente. Segundo o executivo, nos próximos seis meses o mercado de commodities deve passar por um processo de acomodação, já que os preços dispararam neste ano.
“O crescimento será positivo, mas não em uma velocidade tão grande.” Para ele, a fraca recuperação de economias desenvolvidas compromete a liquidez mundial. “Teremos muita volatilidade cambial”, afirma.
O economista da RC Consultores, Fábio Silveira, acredita que a alta dos preços é mais especulativa que fundamentalista. “Tem mais um caráter defensivo. É alta artificial”.
Silvério, do Santander, rebate afirmando que os estoques estão caindo de forma acelerada “o que demonstra demanda física, principalmente por metálicas”.

Brasil Econômico


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