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Desafios da mineração no século XXI

Notícias Gerais

04/08/2010


A Mineração no Século XXI foi um dos grandes temas do primeiro dia do 6º Congresso Brasileiro de Mineração a Céu Aberto ? CBMINA, que o IBRAM ? Instituto Brasileiro de Mineração realiza, até esta quinta-feira (6/8). O debate, que destacou, entre outros assuntos, a reação do setor à crise econômica, o atual ambiente regulatório e a sustentabilidade, teve coordenação do jornalista Hiram Firmino, do JB Ecológico. Entre os debatedores estavam Walter Lins Arcoverde, do Departamento Nacional da Produção Mineral- DNPM, Hélcio Martins Guerra, CEO da AngloGold Ashanti, Marcos Gonçalves, CEO da CODELCO, e Luis Enrique Sánchez, Professor da Escola Politécnica da USP.;;Sobre a temática da crise, os participantes concordaram que apesar de uma redução do preço das commodities em um primeiro momento, o setor reagiu bem e já se mostra quase totalmente recuperado. Hélcio Martins Guerra, CEO da AngloGold Ashanti, ressaltou que no caso específico do ouro, à medida que a cotação cresceu, o consumo de joias se retraiu. ;Em relação ao novo marco regulatório também houve consenso sobre a importância de se criar uma agência reguladora, mesmo que o código tenha funcionado até hoje. Gonçalves, da CODELCO, ressaltou que é preciso instrumentalizar o setor no que concerne seu mapeamento básico e que é importante criar regras estáveis para atrair investimentos. ;A sustentabilidade foi outro tema de importância no debate. A pergunta proposta aos participantes foi de que forma a mineração, que provoca grandes intervenções, pode ser considerada sustentável. O professor Sánchez lembrou que o setor está em expansão tanto pelo aumento do número de minas, quanto pelo aproveitamento maior de minérios de baixo teor. Neste cenário de crescimento, pondera que a mineração, nas próximas décadas, deve ser ainda mais contestada pelos diversos stakeholders. Por isso, é preciso pensar qual contribuição efetiva deixa para as comunidades em que se atua.;Na última rodada do debate, Hiram Firmino questionou se não era possível ir além e aliar mineração à ecologia. Para Arcoverde, é preciso fazer um acordo com a sociedade, saber qual a taxa de crescimento poderá ser alcançada. ?Crescimento zero, como querem alguns, leva a desemprego e falta de renda, os ambientalistas não podem fugir a esse debate?. ;Gonçalves ressaltou que a sustentabilidade veio pra ficar. ?É preciso trabalhar de uma maneira socialmente responsável, com certificação de origem?. Quanto à fiscalização, ele também destaca a importância do consumidor e das comunidades. ?O maior incentivador para mim é o consumidor final e o cidadão que está nos locais onde as atividades se desenvolvem. A consciência está bastante dissseminada e a fiscalização virá da sociedade, o que é positivo quando não há extremismos?.

IBRAM – ETC Comunicação


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