Desafio é diversificar negócios na China, dizem especialistas
27/07/2010
O crescimento chinês nas exportações de Minas e a crise nos vizinhos da América Latina indicam que o esforço de diversificação do comércio com o exterior passará necessariamente por novos nichos de venda no próprio mercado asiático, avalia Jorge Duarte, diretor da Central Exporta Minas. O clientes do continente continuarão a ser interessantes como parceiros nas compras de setores importantes da economia de Minas, a exemplo da indústria siderúrgica e da mineração, mas é no meio deles que as empresas vão enfrentar o novo desafio.
?Não se pode ignorar que a China será o maior mercado de consumo do mundo nas próximas duas décadas. O que nos desafia é a criação de estratégias para a venda de produtos que não são as commodities (matérias-primas minerais e agrícolas com preços cotados no mercado internacional), mas aqueles que envolvem conteúdo tecnológico, certificação e posicionamento de marca?, afirma Jorge Duarte. Existe um foço entre as armas para aproximação das empresas dos mercados da América Latina e da Ásia, lembra o diretor da Central Exporta Minas.
Embora as relações comerciais com os vizinhos latinos se estruturem em produtos de grande valor agregado, favorecidos pelas semelhanças culturais, e a exploração desses mercados exija menos investimentos em comparação ao mundo asiático, os problemas não são poucos na América Latina. Jorge Duarte destaca as dificuldades enfrentadas pela economia argentina e as relações tensas e instáveis com os governos de países como a Venezuela e a Colômbia.
Na China e no restante do continente, são necessários investimentos pesados em conhecimento da cultura local, das relações de comércio e, mais que isso, na penetração de produtos com conteúdo tecnológico e que se diferenciem da concorrência por outros critérios à exceção do preço baixo. Esse trabalho depende, ainda, de parcerias para as empresas entrarem nas cadeias de distribuição e, até mesmo, sonharem com um passo maior, de penetrarem no país com marcas próprias, do Brasil. Um exemplo de iniciativas com esse objetivo é a missão de empresários de Minas que a Fiemg está organizando para a participação de um pavilhão mineiro na Feira de Xangai em agosto.
Agência Estado