NOTÍCIAS

Demanda por nióbio crescerá 60% até 2015

Notícias Gerais

17/01/2012


Minério do futuro, como é conhecido, não sofrerá impacto da crise financeira
A participação do Brasil no contexto internacional de mineração de nióbio é de nada menos que 96% da produção mundial. Em Minas Gerais, está concentrado cerca de 91% do total nacional, mais especificamente em Araxá, no Alto Paranaíba, onde a Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia (CBMM)opera a maior das três únicas minas de; grande porte em operação no mundo. A empresa, que detém reservas com durabilidade estimada em 200 anos, prevê crescimento de 60% nas vendas de nióbio até 2015. Parte desse aumento está fundamentado nas perspectivas de maiores contratos com a China, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
;O ferronióbio, adquirido a partir do nióbio bruto encontrado no subsolo, é utilizado pela indústria de tecnologia de ponta. Por isso, o mineral é conhecido como o minério do futuro. Mesmo com os desajustes da economia mundial, a demanda pelo produto não sofreu impacto. ?E não avaliamos que isso vá ocorrer, pelo menos nos próximos anos?, informou a gerente de Dados Econômicos do Ibram, Cinthia Rodrigues.;
O ferronióbio pode, por exemplo, ajudar a produzir carros mais leves, que consomem menos combustível. Um carro médio tem entre 800 e 1.000 quilos de aço. Se forem retirados 100 a 150 quilos do automóvel, ele economizará um litro de gasolina para cada 200 quilômetros rodados. Em grandes obras de infraestrutura, é possível usar um aço mais resistente e construir a mesma estrutura 60% mais leve.;
A demanda está concentrada em países industrializados e mais desenvolvidos tecnologicamente, onde são usadas de 80 a 100 gramas desse minério para cada tonelada de aço. A China ainda possui baixo índice de uso de nióbio na fabricação de aço (25 gramas por tonelada), embora já seja a segunda maior compradora do produto no mundo. O ferronióbio brasileiro é comercializado para 23 países, e uma parte quase irrisória é consumida internamente. O principal cliente é a Holanda, que assina 30,5% dos contratos firmados, seguida pela China, com 20,2%. Na sequência, estão Cingapura (14,6%), Estados Unidos (14,6%) e Japão (9,2%).;
Em 2012, como não há acréscimo de produção, as exportações devem se manter estáveis. ?A produção é praticamente feita para atender a demanda. A CBMM, que é praticamente o único fornecedor, trabalha com o desenvolvimento e o incentivo a pesquisas sobre a aplicação do produto. Mesmo com a crise, não houve redução na demanda, mas também não haverá aumento agora?, disse Cinthia Rodrigues.;
Todo o cenário que se desenha para o segmento é pouco consistente, uma vez que são projeções de muito longo prazo. ?Ainda há um desconhecimento sobre a aplicação do ferronióbio?, afirmou. Para ela, como existe uma concentração da produção e a demanda se mantém estável, os preços devem permanecer, em 2012, semelhantes aos praticados no ano passado. A tonelada do ferronióbio foi comercializada, em 2011, por US$ 26.335, uma alta de 14% em relação a 2010.;
Além da grande produção, o Brasil detém as maiores reservas mundiais de nióbio conhecidas, à frente do Canadá e da Austrália. As reservas medidas do mineral (Nb2O5), aprovadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e contabilizadas, totalizaram 842 milhões de toneladas, com teor médio de 0,73% de Nb2O5. Elas estão concentradas nos Estados de Minas Gerais (75,08%), em Araxá e Tapira, também no Alto Paranaíba, no Amazonas (21,34%), em São Gabriel da Cachoeira e Presidente Figueiredo, e em Goiás (3,58%), nas cidades de Catalão e Ouvidor.;
A CBMM é a única empresa que abastece o mercado brasileiro. Toda a produção das demais companhias é destinada a atender o mercado transoceânico.

Hoke em Dia


Compartilhe:

Assine nossa newsletter e fique por dentro das últimas notícias do setor INSCREVER