Delegação do Amazonas conhece extração mineral
29/05/2013
Uma delegação amazonense, formada pelo deputado estadual Professor Sinézio Campos (PT), secretários de estado do Planejamento, Meio Ambiente e Mineração, entre outras autoridades políticas daquele Estado, está em Sergipe. O grupo veio ao Estado para conhecer nossa experiência na exploração mineral da silvinita, carnalita e potássio. Na manhã desta terça-feira, dia 28, o parlamentar do Amazonas fez um pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa falando da satisfação em estar em Sergipe.Segundo ele, o que trouxe comitiva a Sergipe foi o fato de Sergipe e Amazonas serem os únicos Estados do país que possuem a silvinita, minério que dá origem ao potássio. ?E é isso que une os dois Estados, pois só eles podem produzir potássio e ajudar o país a ser autossuficiente?, disse. Esta é a terceira vez que o deputado Professor Sinézio vem ao Estado.Ele disse que não adianta falar em extirpar a fome no Brasil se não pensar no agronegócio e na agricultura familiar, porque os insumos minerais têm papel importante, principalmente o potássio. ?Não é possível se pensar na produção de alimentos se não for pensada a produção de insumos minerais?, disse Professor Sinézio.O deputado lembrou que em Sergipe está sendo desenvolvida uma nova planta da carnalita (que também dá origem ao potássio), a qual ele visitou ontem, em Rosário do Catete. Professor Sinézio fez um convite como presidente da Comissão de Mineração da Assembleia Legislativa do Amazonas aos colegas da AL de Sergipe para que possam participar de uma discussão como esta que está sendo feita aqui lá no Amazonas. ?Na segunda quinzena de junho faremos uma audiência pública porque entendo que a experiência que Sergipe dá ao Brasil, onde essa dependência chega à ordem de 92% do potássio e esses 8% são produzidos aqui em Sergipe, é importante. Se não fosse Sergipe, o Brasil estaria 100% na dependência da importação do Canadá, da Rússia e da Bielorússia?, afirmou.Sinézio Campos acrescentou que o Brasil ao invés de ter problemas nesse sentido, de ser importador deveria ser exportador. Ele disse que o que lhe traz felicidade é que a Assembleia Legislativa de Sergipe está dando abertura para que haja esse intercâmbio de experiência e discussão entre os dois Estados onde há o minério. ?Tenho a certeza que essa interação entre os Parlamentos Estaduais se faz necessária. Às vezes parece que somos distantes, mas o mesmo salgema que é depositado no subsolo de Sergipe é o que está no Amazonas?, ressaltou o petista.Por conta disso, afirmou o deputado professor Sinézio, Sergipe e Amazonas devem estar unidos. ?Sempre defendi a exploração da carnalita, que é uma das alternativas para que o Brasil se torne 100% independente?, disse. Segundo o parlamentar, a crise internacional e a instabilidade política de outros países nos remete essa grande preocupação, porque se o nosso país tiver algum atrito maior na sua balança comercial, como também em nível de importação, corre-se um risco grande o agronegócio do país e a agricultura familiar de ficarem sem fertilizantes. ?E Sergipe ainda produz 8%. O Amazonas pode contribuir muito e há 12 anos nós estamos fazendo essa defesa da exploração da silvinita. Não somos concorrentes. Somos, sim, dois Estados que podem tornar o Brasil autossuficiente na produção do potássio. Acima de tudo, são esses dois Estados que vão resgatar a autossuficiência do país na produção de alimentos. São 180 milhões de brasileiros que precisam da carnalita, da silvinita e nós, Sergipe e Amazonas, temos a condição?, frisou.O deputado Sinézio Campos também falou do orgulho de a bancada amazonense ter votado no deputado sergipano Venâncio Fonseca (PP) para a presidência da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale). ?Foi uma grande escolha Temos certeza que fará um grande trabalho, primeiro fazendo um resgate a prerrogativa dos deputados estaduais legislarem, pois a Constituição Federal de 1988 usurpou muitos dos nossos direitos?, declarou.
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