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Deficit continua, mas cobre deve perder força

Notícias Gerais

18/04/2012


Apesar de o deficit entre a demanda e a oferta mundiais de cobre permanecer neste ano, o preço da commodity deve perder força em relação aos valores de 2011.
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Após acumular alta de 17% em Londres no ano passado -que levou o cobre ao preço médio de US$ 8.811 por tonelada-, em 2012 o valor médio deve ficar em US$ 8.475 por tonelada, com queda de 4%.
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A estimativa é da consultoria especializada em mineração Thomson Reuters GFMS, que aponta recuperação dos valores atuais. Ontem, o primeiro contrato fechou em US$ 8.100 por tonelada.
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Uma análise isolada dos números de oferta e de demanda, elaborados pelo Bank of America Merrill Lynch, sugere a continuidade do movimento de alta: o consumo superará a produção em 246 mil toneladas neste ano -deficit pouco inferior ao de 324 mil toneladas de 2011.
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Para as duas instituições, o mercado somente voltará ao equilíbrio no próximo ano.
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O impacto negativo sobre os preços tem origem nas incertezas provocadas pela crise na zona do euro.
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Os problemas na Europa já prejudicam a economia da China, que puxou a forte alta na demanda por cobre nos últimos anos, graças à expansão da construção civil e da indústria em geral -o cobre é usado na produção de condutores de energia e em eletroeletrônicos, entre outros.
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Com os estoques chineses em nível alto após o aumento de 76% das importações no primeiro bimestre, o mercado teme uma forte retração nas compras pelo país.
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Ao mesmo tempo, porém, a crise deve manter o estímulo à liquidez na Europa, nos EUA e na
China, o que pode incentivar a volta de especuladores.
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Com 60% das reservas mundiais concentradas no Chile, no Peru, nos EUA e na China, o Brasil tem papel coadjuvante no cenário global.
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Os dados mais recentes apontam a produção nacional em 213 mil toneladas de concentrado de cobre em 2010. No mesmo ano, o mundo produziu 16 milhões de toneladas do metal.
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Safra nos EUA
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O plantio de milho já atinge 41% da área destinada ao cereal no Estado de Illinois. Esse percentual é bem superior à média de 6% das últimas seis safras. Em 11% da área semeada, as sementes já brotaram.
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Soja
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Os dados são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) e mostram ainda uma área semeada de 2% de soja, acima do 1% de igual período do ano passado.
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Biodinâmico
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A vinícola argentina Trapiche, de Mendoza, começa a fazer vinho biodinâmico, produto que “mostra um balanço energético entre os reinos animal e vegetal”, diz Diego Levada, enólogo da vinícola.
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Diversidade
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O produto mostra a riqueza da diversidade de mercado, segundo o enólogo. A empresa, que registra bom crescimento na produção de vinho orgânico, tem cinco hectares de vinhedo destinado à produção do biodinâmico, de acordo com o enólogo.
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Em queda
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A oferta de bois prontos para abate aumentou e os preços caíram para R$ 95 ontem, mostra pesquisa da Informa Economics FNP em São Paulo. Os preços devem continuar fracos devido à maior oferta.
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Recuperação
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A carne suína subiu 4% ontem no mercado paulista, e a arroba foi negociada a R$ 42,20, em média.
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Folha de São Paulo


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