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Déda pede ajuda de Dilma para buscar acordo entre Vale e Petrobras

Notícias Gerais

01/12/2011


BRASÍLIA – O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), se reuniu hoje com a presidente Dilma Rousseff em mais uma tentativa de desfazer o impasse entre a Vale e a Petrobras para a exploração de uma jazida de potássio no Estado.
A Vale pretende explorar o minério do tipo carnalita, muito utilizado na fabricação de fertilizantes, localizado em uma área que pertence à Petrobras. O governador explicou, depois de se encontrar com Dilma, que a negociação está parada há mais de oito meses porque as empresas não se entendem quanto ao preço do negócio.
Além disso, a Petrobras quer a garantia de que a Vale vai explorar a jazida e não transformá-la em reserva da empresa. Reportagem do Valor revelou recentemente que a mineradora propôs uma negociação de ativos: a concessão da área em troca de uma unidade de nitrogenados em Araucária (PR).
Dilma teria dito ao governador que considera o ?projeto como prioritário?, mas que não pode interferir nos negócios das empresas. ?A forma que o governo federal tem de intervir nesse debate é aquela forma que a presidente tem utilizado: explicitar para a Petrobras, seja pessoalmente, seja através de seus representantes no Conselho de Administração da empresa, a relevância desse investimento?, declarou Marcelo Déda.
?O governo federal, no seu papel de controlador da Petrobras, não tenha dúvidas que vai mostrar a importância de resolver esse impasse. Mas é claro que a intervenção do governo federal em uma empresa estatal, ela tem naturalmente que observar certos parâmetros que a presidente observa com muito rigor?, completou.
O governador afirmou que o negócio pode chegar a US$ 4 bilhões, dependendo da área arrendada. ?É inaceitável que as duas empresas não resolvam esse impasse. A economia brasileira não pode se dar ao luxo de deixar US$ 4 bilhões enterrados, com as consequências que isso traz para a balança comercial, para a própria autonomia da agricultura brasileira e para a redução da vulnerabilidade do Brasil paa essa área de fertilizantes?, argumentou Déda.

Valor Econômico


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