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CSN reafirma interesse na aquisição da Cimpor para sua internacionalização

Notícias Gerais

11/01/2010


A Companhia Siderúgica Nacional (CSN) reafirmou, na sexta-feira (8), seu interesse na aquisição da cimenteira portuguesa Cimpor. De acordo com Benjamin Steinbruch, atual presidente da CSN, o negócio continua a ser visto como uma boa oportunidade para acelerar a estratégia de internacionalização da companhia. “É uma boa forma de se internacionalizar, começando pelo nosso filho mais novo, a atividade de cimento”, comentou com jornalistas em teleconferência.Para o executivo, a proposta de compra da CSN gerará valor aos acionistas portugueses, além de agregar aos passos de desenvolvimento da empresa lusa. “Nossa ideia é crescer junto com a Cimpor”, afirmou Steinbruch ao enfatizar que a intenção da empresa é manter a nacionalidade portuguesa da futura conquista.O presidente da CSN também contou que a ideia de comprar a cimenteira surgiu após uma oferta da Lafarge em passar seus 17% de participação para à CSN por meio de um banco de investimento. Desde então, a empresa brasileira, que chegou pensar em se internacionalizar a partir dos negócios de minério e aço, passou a olhar com atenção o setor de cimento que, segundo ele, “oferece boas oportunidades”, afirmou ontem. Há três anos que a CSN busca atuar fora do País e, caso a compra não dê certo, deve buscar outra oportunidade no setor de cimento.Steinbruch analisa que o cenário de novas oportunidades que se desenha na área de infraestrutura deve abrir um leque de possibilidades de negócios para os setores de cimento e aço, especialmente nos países emergentes, reforçando o aspecto positivo desta aquisição.Em paralelo ao atual imbróglio, o Conselho da CSN também aprovou a compra de uma participação monoritária de 9% da gaúcha Panatlântica, especializada no processamento de aços planos.RejeiçãoMas, se por um lado, a CSN tenta reafirmar suas “boas intenções”, após a consolidação do negócio, de outro, na última quarta-feira, a Oferta Pública de Aquisição (OPA), no valor de 3,86 bilhões de euros (US$ 5,55 bilhões), oferecida pela CSN em dezembro, foi rejeitada pelo Conselho de Administração da Cimpo. A recusa foi apresentada por meio de comunicado informando que uma reunião decidiu por unanimidade a “rejeição à oferta e recomendado aos acionistas que nela não vendam as suas ações”. A deliberação teria ocorrido pelo fato de a proposta ter sido baixa, além de analistas terem levantado que a saída da Cimpo da Bolsa portuguesa causaria impactos negativos à economia local.A CSN reafirmou seu interesse na aquisição da cimenteira portuguesa Cimpor. A empresa quer se internacionalizar com o negócio

DCI


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