CSN concentra esforços em produtos de maior valor agregado
12/08/2010
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) projeta que seu volume de vendas de aço chegará ao patamar de 5 milhões de toneladas em 2010, enquanto as vendas de minério de ferro totalizarão de 27 a 28 milhões de toneladas. Se confirmadas as estimativas da empresa, o setor de mineração apresentará crescimento de 20% frente aos resultados registrados no ano passado.
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“Estamos crescendo na mineração. No aço, estamos operando a plena carga. Nossa capacidade é de 1,25 milhão de toneladas e esperamos manter o teto na venda”, afirmou o vice-presidente financeiro da CSN, Paulo Penido. No segundo trimestre, o negócio siderúrgico da CSN foi responsável de 70% da receita líquida, enquanto a área de mineração respondeu por 22% do total.
O executivo reafirmou ainda a estratégia, anunciada hoje pela empresa, de partir para a produção de maior valor agregado, com foco na construção civil e na indústria automotiva. Segundo ele, a ideia da companhia é oferecer uma solução mais ampla para o cliente, incluindo no portfólio produtos como telhas e peças de carros.
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“A CSN sempre primou pelo aço sobre medida, sempre procuramos diferenciar as commodities. Esta estratégia, portanto, é um passo natural. Investimos muito em agregar valor ao produto”, disse Penido.
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Os investimentos realizados no primeiro semestre pela CSN somaram R$ 1,5 bilhão. Para 2010, o guidance da empresa aponta para de R$ 3 bilhões a R$ 3,4 bilhões. “Mas está mais para R$ 3 bilhões”, afirmou o executivo. Desses recursos, R$ 1,3 bilhão serão destinados à construção da ferrovia Transnordestina.
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Sobre a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da mina Casa de Pedra, Paulo Penido afirmou que o processo está evoluindo “normalmente” e que continua sendo uma das prioridades da empresa.
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“Para abrir o capital, o mercado precisa estar bom e nós precisamos estar preparados. O mercado está bom agora, mas é normal que demore um pouco. A negociação está sendo realizada de modo bom e profissional”, disse o executivo, sem dar prazos para a finalização da operação.
Valor Econômico